{"id":9589,"date":"2025-06-11T11:52:46","date_gmt":"2025-06-11T14:52:46","guid":{"rendered":"https:\/\/fenati.org.br\/?p=9589"},"modified":"2025-06-11T15:48:47","modified_gmt":"2025-06-11T18:48:47","slug":"asteroide-colidir-terra-afasta-agora-ameaca-lua","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/asteroide-colidir-terra-afasta-agora-ameaca-lua\/","title":{"rendered":"Asteroide que poderia colidir com a Terra se afasta e agora amea\u00e7a a Lua"},"content":{"rendered":"<p><strong>Asteroide &#8211;<\/strong> Identificado em dezembro de 2024, o asteroide batizado de 2024 YR4 ganhou notoriedade no in\u00edcio de 2025 por apresentar uma chance relevante de colidir com a <a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Terra\" target=\"_blank\" rel=\"noopener nofollow\">Terra<\/a> em 2032. Com o avan\u00e7o das observa\u00e7\u00f5es, esse risco inicialmente cresceu, mas logo come\u00e7ou a diminuir at\u00e9 praticamente ser descartado. Agora, o foco se deslocou: novos c\u00e1lculos mostram um aumento na possibilidade de o objeto atingir a Lua, reacendendo o interesse da comunidade cient\u00edfica.<\/p>\n<p>Utilizando o Telesc\u00f3pio Espacial James Webb (JWST), a NASA conseguiu capturar imagens do asteroide em maio por meio de sua c\u00e2mera infravermelha. A partir desses registros, uma equipe liderada pelo cientista Andy Rivkin, do Laborat\u00f3rio de F\u00edsica Aplicada da Universidade Johns Hopkins, nos Estados Unidos, refinou a previs\u00e3o de trajet\u00f3ria do corpo celeste. Com isso, a margem de precis\u00e3o nos dados foi aprimorada em cerca de 20%. Segundo a ag\u00eancia espacial norte-americana, isso fez com que a chance de colis\u00e3o com a Lua subisse de 3,8% para 4,3%.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/fenati.org.br\/en\/google-anuncia-ferramenta-para-identificar-conteudo\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><strong>LEIA: Google anuncia ferramenta para identificar conte\u00fado gerado por IA<\/strong><\/a><\/p>\n<p>Apesar do aumento, o risco ainda \u00e9 considerado baixo e sem impacto significativo. Especialistas afirmam que, mesmo em caso de impacto, a \u00f3rbita da Lua n\u00e3o seria afetada. O astr\u00f4nomo Pawan Kumar, ex-integrante do Instituto Indiano de Astrof\u00edsica em Bengaluru, destacou que poss\u00edveis fragmentos lunares lan\u00e7ados pelo impacto n\u00e3o seriam uma amea\u00e7a para a Terra, pois se desintegrariam ao entrar na atmosfera terrestre.<\/p>\n<p><strong>Quais seriam os efeitos do impacto do asteroide na Terra?<\/strong><\/p>\n<p>Com um tamanho estimado entre 53 e 67 metros \u2013 equivalente \u00e0 altura de um pr\u00e9dio de dez andares \u2013 o 2024 YR4 chegou a causar apreens\u00e3o ao ser descoberto, j\u00e1 que apresentava uma chance superior a 1% de atingir o nosso planeta, o maior \u00edndice j\u00e1 registrado para um objeto com essas caracter\u00edsticas. Em fevereiro, essa estimativa chegou a 3,1%, antes de come\u00e7ar a reduzir com a obten\u00e7\u00e3o de novos dados.<\/p>\n<p>Se tivesse colidido com a Terra, o impacto provavelmente geraria uma explos\u00e3o atmosf\u00e9rica capaz de estilha\u00e7ar janelas e causar danos a estruturas leves. A \u00e1rea potencialmente atingida inclu\u00eda o oceano Pac\u00edfico, regi\u00f5es da Am\u00e9rica do Sul, \u00c1frica e sul da \u00c1sia. Segundo a NASA, mesmo com um impacto no mar, a forma\u00e7\u00e3o de tsunamis seria improv\u00e1vel.<\/p>\n<p>Com medi\u00e7\u00f5es adicionais, a chance de colis\u00e3o foi sucessivamente reduzida: primeiro para 1,5%, depois para 0,3%, at\u00e9 atingir apenas 0,004%. Em 24 de fevereiro, a NASA anunciou que o asteroide n\u00e3o apresentava mais risco de impacto e passaria em seguran\u00e7a pela Terra. Desde ent\u00e3o, cientistas confirmaram que ele n\u00e3o representa amea\u00e7a futura ao planeta.<\/p>\n<p><strong>Monitoramento ser\u00e1 retomado em 2028<\/strong><\/p>\n<p>Pesquisas recentes indicam que o 2024 YR4 se originou no cintur\u00e3o de asteroides localizado entre Marte e J\u00fapiter, sendo gradualmente deslocado at\u00e9 se aproximar da \u00f3rbita terrestre. Desde abril, o objeto se encontra distante demais para ser observado, mas deve se tornar vis\u00edvel novamente em 2028, quando voltar\u00e1 a ser acompanhado por astr\u00f4nomos.<\/p>\n<p>Na pr\u00f3xima oportunidade, os cientistas pretendem estudar mais a fundo a composi\u00e7\u00e3o e a forma do asteroide. Essas informa\u00e7\u00f5es s\u00e3o fundamentais para compreender o comportamento desses corpos celestes e avaliar poss\u00edveis cen\u00e1rios em caso de impacto, seja com a Terra ou com a Lua.<\/p>\n<p>Embora atualmente n\u00e3o represente perigo, o asteroide 2024 YR4 serviu como um exerc\u00edcio pr\u00e1tico para os protocolos de defesa planet\u00e1ria. A situa\u00e7\u00e3o permitiu que especialistas testassem todas as etapas envolvidas: desde a detec\u00e7\u00e3o inicial at\u00e9 a an\u00e1lise, os c\u00e1lculos de risco, a comunica\u00e7\u00e3o ao p\u00fablico e as estrat\u00e9gias de resposta.<\/p>\n<p><em><strong>(Com informa\u00e7\u00f5es de Olhar Digital)<\/strong><\/em><br \/>\n<em><strong>(Foto: Reprodu\u00e7\u00e3o\/Freepik\/magryt)<\/strong><\/em><\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Apesar do aumento na possibilidade de colis\u00e3o, impacto n\u00e3o seria forte o bastante para afetar \u00f3rbita da Lua<\/p>","protected":false},"author":10,"featured_media":9590,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[42],"tags":[13],"class_list":["post-9589","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias","tag-sindical"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/9589","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/users\/10"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=9589"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/9589\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":9592,"href":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/9589\/revisions\/9592"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/media\/9590"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=9589"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=9589"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=9589"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}