{"id":961,"date":"2016-01-11T10:45:18","date_gmt":"2016-01-11T12:45:18","guid":{"rendered":"http:\/\/www.intimecom.com.br\/deploy\/feittinf\/?p=961"},"modified":"2023-09-01T16:13:12","modified_gmt":"2023-09-01T19:13:12","slug":"governo-estuda-fusao-para-criar-megaestatal-de-ti-e-comunicacao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/governo-estuda-fusao-para-criar-megaestatal-de-ti-e-comunicacao\/","title":{"rendered":"Governo estuda fus\u00e3o para criar megaestatal de TI e Comunica\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p><em>Inten\u00e7\u00e3o \u00e9 juntar Telebras, Serpro e Dataprev e criar \u00fanica empresa para cuidar da \u00e1rea de TI<\/em><\/p>\n<p>O governo federal estuda a fus\u00e3o de tr\u00eas empresas estatais para criar uma \u00fanica grande empresa, ainda estatal, de tecnologia da informa\u00e7\u00e3o e comunica\u00e7\u00e3o. As atuais Telebras, Serpro e Dataprev, criadas entre 1960 e 1970, podem virar uma s\u00f3, com o objetivo de centralizar tanto seus passivos (d\u00edvidas e obriga\u00e7\u00f5es) quanto seus ativos.<br \/>\nSe o projeto andar, a nova estatal nasceria com um capital superior a R$ 5 bilh\u00f5es e 7.000 empregados, mas com limita\u00e7\u00f5es financeiras. Das tr\u00eas, apenas a Dataprev registra lucros consistentes hoje em dia. O estudo, realizado pelo Minist\u00e9rio do Planejamento, foi entregue no final de 2015 aos presidentes das companhias, que ainda o consideram preliminar.<\/p>\n<p>As tr\u00eas empresas prestam servi\u00e7os de infraestrutura de telecomunica\u00e7\u00f5es (Telebras), desenvolvimento de software &#8211; como, por exemplo, o eSocial &#8211; (Serpro) e processamento de dados (Dataprev) exclusivamente ao governo.<\/p>\n<p>Atualmente, as duas \u00faltimas j\u00e1 desenvolvem um trabalho conjunto para a cria\u00e7\u00e3o de uma ferramenta para o processamento das folhas de pagamento da Uni\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>Reuni\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>Nesta ter\u00e7a-feira (12), os presidentes das tr\u00eas empresas v\u00e3o se reunir, na sede da Dataprev, em Bras\u00edlia, para discutir novas parcerias e integra\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os.A principal motiva\u00e7\u00e3o para a unifica\u00e7\u00e3o est\u00e1 na mitiga\u00e7\u00e3o dos passivos: unificar o centro de custos &#8211; distribuindo entre as empresas os lucros e os preju\u00edzos &#8211; e as pend\u00eancias jur\u00eddicas.<br \/>\nEm um argumento adicional, o Planejamento acredita que a nova estatal poderia oferecer servi\u00e7os para clientes fora do governo, o que \u00e9 raro em qualquer segmento de tecnologia da informa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Apenas pa\u00edses com economias altamente estatizadas, como a China, possuem empresas com esses prop\u00f3sitos.<\/p>\n<p>N\u00e3o h\u00e1 previs\u00e3o sobre se a empresa teria capital aberto, como a Telebras &#8211; listada at\u00e9 hoje na Bolsa de Valores -, ou fechado.<\/p>\n<p><strong>Futuro<\/strong><\/p>\n<p>Os presidentes das companhias acreditam que a ideia da fus\u00e3o, no futuro, pode gerar maior receita. Mas, em um primeiro momento, o objetivo \u00e9 apenas torna-las mais eficientes, ou pelo menos reduzir suas inefici\u00eancias.<br \/>\n&#8220;A ideia nasceu da necessidade de reduzir custos. \u00c9 positivo que uma avalia\u00e7\u00e3o constante seja feita pelo governo&#8221;, diz Rodrigo Assump\u00e7\u00e3o, presidente da Dataprev.<\/p>\n<p>Segundo ele, no entanto, os resultados financeiros de uma poss\u00edvel fus\u00e3o s\u00f3 apareceriam no longo prazo. &#8220;N\u00e3o vejo um grande ganho de escala com a fus\u00e3o. Demoraria muito para que as empresas conseguissem se equiparar tecnologicamente. Cada um est\u00e1 em um momento diferente da curva de desenvolvimento&#8221;.<\/p>\n<p>Jorge Bittar, presidente da Telebras, v\u00ea com otimismo a integra\u00e7\u00e3o dos servi\u00e7os e, futuramente, a fus\u00e3o. &#8220;Hoje, as empresas de telecomunica\u00e7\u00f5es n\u00e3o podem mais ter as opera\u00e7\u00f5es segmentadas. A infraestrutura precisar ser oferecida em conjunto ao servi\u00e7o de tecnologia da informa\u00e7\u00e3o. Em um primeiro momento, vamos integrar as opera\u00e7\u00f5es comerciais. A burocracia fica para o futuro&#8221;, diz Bittar, que \u00e9 ex-deputado federal (PT-RJ).<\/p>\n<p>O presidente do Serpro, Marcos Mazoni, n\u00e3o foi encontrado para comentar a proposta de integra\u00e7\u00e3o. O Minist\u00e9rio do Planejamento preferiu n\u00e3o se manifestar.<\/p>\n<p><strong>Telebras<\/strong><\/p>\n<p>Provedor de infraestrutura e acesso \u00e0 internet para o governo federal<\/p>\n<p>Funda\u00e7\u00e3o: 1972<\/p>\n<p><strong>Serpro<\/strong><\/p>\n<p>Desenvolvimento de programas para o governo, como o ReceitaNet e o Siscomex<\/p>\n<p>Funda\u00e7\u00e3o: 1964<\/p>\n<p><strong>Dataprev<\/strong><\/p>\n<p>Faz processamento de dados da Previd\u00eancia Social<\/p>\n<p>Funda\u00e7\u00e3o: 1974<\/p>\n<p><em>Fonte: Folha de S\u00e3o Paulo<\/em><\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Inten\u00e7\u00e3o \u00e9 juntar Telebras, Serpro e Dataprev e criar \u00fanica empresa para cuidar da \u00e1rea de TI O governo federal estuda a fus\u00e3o de tr\u00eas empresas estatais para criar uma \u00fanica grande empresa, ainda estatal, de tecnologia da informa\u00e7\u00e3o e comunica\u00e7\u00e3o. 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