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3I/ATLAS – O cometa 3I/ATLAS, o terceiro visitante interestelar já identificado no Sistema Solar, está prestes a alcançar o ponto de maior aproximação com a Terra. Apesar das especulações nas redes sociais sobre um possível risco de impacto, astrônomos garantem que não há qualquer perigo. O objeto passará a uma distância segura, cerca de 270 milhões de quilômetros – quase o dobro da separação entre o planeta e o Sol – antes de seguir sua rota de saída para o espaço interestelar.
Desde sua descoberta, em julho, o cometa vem sendo acompanhado de perto por telescópios terrestres e espaciais. No fim de outubro, ele atingiu o periélio, o ponto mais próximo do Sol, e iniciou o caminho de retorno rumo às fronteiras do Sistema Solar.
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Nesse período, o 3I/ATLAS chegou a desaparecer por alguns dias devido ao brilho solar intenso, mas reapareceu apresentando mudança de cor e aceleração inesperada, o que despertou ainda mais o interesse da comunidade científica.
Missões espaciais em operação, como a Juno e a Europa Clipper (da NASA), além da JUICE (da Agência Espacial Europeia), estão aproveitando a passagem do cometa para coletar dados sobre sua estrutura e composição.
A missão SPHEREx, também da NASA, detectou dióxido de carbono em sua coma (a nuvem de gás e poeira que envolve o núcleo), que brilha em tom esverdeado e chega a 350 mil quilômetros de extensão.
Estudos indicam que o 3I/ATLAS pode ter mais de sete bilhões de anos, o que o torna mais antigo que o próprio Sistema Solar, formado há cerca de 4,6 bilhões de anos. Essa longevidade o transforma em uma verdadeira cápsula do tempo cósmica, oferecendo pistas sobre a formação de planetas e cometas em outras regiões da Via Láctea.
Mesmo com toda a curiosidade que desperta, o cometa não representa qualquer ameaça à Terra. A NASA e a Agência Espacial Europeia reforçam que sua órbita hiperbólica comprova que ele está apenas de passagem — sem qualquer chance de retorno ou colisão futura.
A passagem mais próxima do 3I/ATLAS ocorrerá em 19 de dezembro, quando ele poderá ser observado novamente por telescópios e instrumentos astronômicos. Depois disso, o visitante interestelar seguirá sua jornada definitiva para fora do Sistema Solar, deixando para trás dados valiosos para a ciência — e nenhuma razão para alarme.
(Com informações de Olhar Digital)
(Foto: Reprodução/Freepik)
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