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Agentes de IA avançam e já estão entre os principais investimentos em TI no Brasil

Agentes de IA avançam e já estão entre os principais investimentos em TI no Brasil

Infraestrutura de dados mantém o topo dos aportes, seguida pela nuvem, que deve gerar R$ 4,4 bilhões em receitas no país

Agentes de IA – Os agentes de inteligência artificial ganharam protagonismo no Brasil e já figuram como um dos principais vetores de investimento em tecnologia da informação. De acordo com o estudo Mercado Brasileiro de Software – Panorama e Tendências 2026, elaborado pela Associação Brasileira de Software (ABES) em parceria com a IDC e divulgado nesta segunda-feira, 30/3, os aportes nesse segmento devem ultrapassar R$ 3,4 bilhões em 2026, com expansão superior a 30%.

Segundo o levantamento, empresas que já aplicam recursos em inteligência artificial tendem a direcionar cerca de um terço de seus orçamentos especificamente para agentes de IA, sinalizando a relevância crescente dessa tecnologia no ambiente corporativo.

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“IA já é responsável pela forte demanda no Brasil nos últimos dois anos e será pelos próximos três anos”, diz Jorge Sukarie, presidente do Conselho da ABES e responsável pelo estudo.

O relatório destaca que os agentes de IA vêm promovendo mudanças estruturais no setor de software, ao redefinir soluções e modelos de uso. Apesar disso, questões relacionadas à segurança e à governança ainda representam entraves importantes para uma adoção mais ampla pelas empresas.

Esse cenário impulsiona a atenção para a cibersegurança. Os gastos com serviços na área, incluindo operações gerenciadas, consultorias, implementação e capacitação, devem superar US$ 2,5 bilhões em 2026, crescimento de 14,8% na comparação anual. Parte desse montante, cerca de US$ 575 milhões, será destinada especificamente ao fortalecimento de processos e funcionalidades de segurança baseados em IA e voltados a agentes inteligentes.

Assim como em 2025, os data centers permanecem como principal destino de investimentos em 2026. Mesmo diante de incertezas regulatórias, como a ausência de definições sobre incentivos fiscais, o segmento mantém a liderança.

A computação em nuvem aparece entre os destaques, ocupando posição de relevância mesmo diante da tendência de comoditização. A expectativa é de crescimento de 18,6%, com o mercado superando R$ 4,4 bilhões.

De acordo com a IDC, 38% dos investimentos em inteligência artificial serão destinados à infraestrutura e aplicações em nuvem. Além disso, 69% dos líderes de TI e CIOs no Brasil consideram a nuvem como o modelo prioritário para viabilizar o uso de IA generativa e agentes inteligentes.

O país manteve a décima colocação no ranking global de investimentos em tecnologia da informação, consolidando-se como o principal mercado emergente do setor.

Na América Latina, o Brasil ampliou sua participação, passando de 34,7% para 38,4% dos investimentos regionais, reforçando sua posição como principal hub tecnológico da região.

(Com informações de Convergência Digital)
(Foto: Reprodução/Freepik)

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