Federação Nacional dos Trabalhadores em Tecnologia da Informação

Ataque cibernético interrompe produção de rádiofármacos no IPEN

Ataque cibernético interrompe produção de rádiofármacos no IPEN

Incidente compromete fornecimento de medicamentos essenciais para tratamentos médicos; autoridades investigam autoria do ataque

Ataque cibernético – Um ataque cibernético ao Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (IPEN/CNEN) na última sexta-feira (28) provocou a suspensão temporária da produção de medicamentos radioativos essenciais para tratamentos médicos em todo o país. De acordo com a Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN), tentativas de invasão foram detectadas na rede da instituição, exigindo medidas emergenciais para conter o incidente.

Equipes de tecnologia da informação foram mobilizadas para corrigir as vulnerabilidades e minimizar os impactos. Como precaução, a conexão do IPEN com a internet foi interrompida, impedindo acessos externos até que a segurança do sistema seja totalmente restabelecida.

LEIA: Centrais sindicais entregarão carta de reivindicações a Lula e presidentes dos Poderes

A CNEN assegurou que não houve comprometimento da segurança física, radiológica ou nuclear do instituto, garantindo que as instalações e materiais radioativos continuam sob controle.

A paralisação afetou a produção de seis radiofármacos fundamentais para diagnósticos e tratamentos:

• Iodo-131: Utilizado no tratamento de câncer de tireoide.
• Lutécio-177: Empregado na terapia de tumores neuroendócrinos.
• Tálio-201: Indicado para exames de diagnóstico cardíaco.
• Guan-IPEN-131 (MIBG): Usado no tratamento de neuroblastoma.
• Gerador de tecnécio-99m: Um dos radiofármacos mais utilizados em medicina nuclear.
• Citrato de gálio-67: Aplicado no diagnóstico de infecções e câncer.

Com hospitais e pacientes dependentes desses insumos, a CNEN afirmou estar empenhada na retomada da produção o mais rápido possível para evitar prejuízos ao atendimento médico.

Ainda não há informações sobre a autoria do ataque ou sua origem. Autoridades e especialistas em segurança digital monitoram a situação e avaliam possíveis brechas no sistema que permitiram a ocorrência. O incidente reforça a necessidade de protocolos mais rigorosos para a proteção de infraestruturas críticas e dados sensíveis no setor nuclear e de saúde.

(Com informações de Convergência Digital)
(Foto: Reprodução/Freepik)

Compartilhe:

Outras publicações