Votação de projeto do governo sobre fim da escala 6x1 na Câmara pode determinar pauta no Senado. (Foto: Reprodução/José Cruz/Agência Brasil)
Fim da escala 6×1 – A Câmara dos Deputados inicia nesta semana o andamento do Projeto de Lei 1.838/2026, do governo federal, que trata da redução da jornada de trabalho e do fim da escala 6×1. A proposta tramita em regime de urgência e, por não ter sido apreciada dentro do prazo previsto, passou a limitar as deliberações.
Atualmente o plenário está impedido de avançar em diversas pautas até que o texto seja analisado. Com a aprovação do PL na Câmara a pressão contra o Senado deve aumentar, já que a casa ainda não definiu um cronograma para a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) sobre o mesmo tema.
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Detalhes sobre o PL do governo
O texto apresentado pelo governo estabelece mudanças na organização da jornada semanal, prevendo limite de 40 horas de trabalho e dois dias de descanso por semana. A proposta possui conteúdo semelhante ao da PEC 221/2019, já aprovada pelos deputados anteriormente, mas se diferencia por tramitar em regime de urgência.
A votação tem potencial para influenciar o debate nacional sobre condições de trabalho. Além disso, a aprovação do projeto poderá acelerar sua análise no Senado, onde o assunto ainda aguarda definição de cronograma.
Caso a matéria avance na Câmara, o Senado também passará a ter prazo para deliberar sobre o tema, aumentando a pressão para que a discussão seja concluída nas duas Casas Legislativas.
A estratégia da presidência da Câmara é resolver pendências legislativas antes do início do recesso parlamentar, previsto para julho. A preocupação está relacionada ao calendário político do segundo semestre, quando parte significativa dos parlamentares tende a concentrar esforços em atividades eleitorais nos estados.
Com a expectativa de redução do ritmo das votações nos próximos meses, lideranças da Casa buscam acelerar a análise de projetos considerados prioritários para evitar que fiquem paralisados até o próximo período legislativo.
Inteligência Artificial está entre as prioridades
Além do tema da redução da jornada de trabalho, também pode avançar nesta semana o projeto que cria regras para o desenvolvimento e uso da Inteligência Artificial (IA) no Brasil.
A iniciativa estabelece diretrizes para empresas que desenvolvem tecnologias de IA e prevê mecanismos de supervisão e governança para garantir o uso responsável dessas ferramentas. O texto também cria uma estrutura nacional voltada à regulação do setor, tema que ganha relevância diante da expansão acelerada dessas tecnologias em diferentes áreas da economia e da sociedade.
Como o projeto já passou pelo Senado, eventuais alterações feitas pelos deputados poderão exigir uma nova análise pelos senadores.
Mudanças para os Microempreendedores Individuais
O texto que prevê alterações significativas para os Microempreendedores Individuais (MEIs) será discutido pela Câmara e amplia o limite anual de faturamento permitido para a categoria, elevando o teto para R$ 130 mil.
A proposta autoriza que o empreendedor possa contratar até dois empregados, ampliando a capacidade de crescimento dos pequenos negócios formalizados.
A medida é acompanhada com atenção por entidades ligadas ao setor produtivo, que defendem ajustes nas regras para acompanhar a evolução econômica dos pequenos negócios.
Produtores rurais e combustíveis
A proposta em questão cria mecanismos especiais para renegociação de dívidas de produtores rurais afetados por eventos climáticos e dificuldades econômicas ocorridos nos últimos anos, prevendo linhas específicas de refinanciamento e utilização de recursos de fundos públicos para viabilizar a medida.
Também está no radar da Câmara o chamado projeto dos combustíveis, que busca reduzir a carga tributária incidente sobre produtos como gasolina e etanol. A proposta foi apresentada com o objetivo de amenizar impactos econômicos relacionados às oscilações internacionais do mercado de energia.
Com uma pauta extensa e o prazo reduzido antes do recesso parlamentar, a votação do projeto sobre jornada de trabalho se tornou essencial para definir o ritmo das próximas decisões do Congresso.
Jornada reduzida na TI
A carga horária máxima para os profissionais de TI de diversas localidades já é de 40 horas, isso porque a Fenati (Federação Nacional dos Trabalhadores em Tecnologia da Informação) conquistou a redução da jornada em estados como São Paulo e Paraná, além de praças como Uberlândia, por meio das Convenções Coletivas de Trabalho firmadas pelos sindicatos desses locais. No Paraná, a Fenati já garante também a proibição da escala 6×1.
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(Com informações de CNN Brasil)
(Foto: Reprodução/José Cruz/Agência Brasil)
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