Federação Nacional dos Trabalhadores em Tecnologia da Informação

Chefes de IA viram alvo de grandes bancos, mas futuro do cargo gera dúvidas
Diversas instituições promoveram mudanças em seus quadros de liderança (Foto: Reprodução/Magnific/stockboy)

Chefes de IA viram alvo de grandes bancos, mas futuro do cargo gera dúvidas

Escassez de profissionais especializados impulsiona salários milionários, enquanto especialistas questionam a permanência do cargo no longo prazo

Chefes de IA – Instituições financeiras de grande porte ao redor do mundo, como HSBC, Commonwealth Bank e Lloyds Banking, intensificaram a busca por executivos responsáveis pelas estratégias de inteligência artificial. A posição, que até pouco tempo era rara no setor, passou a oferecer remunerações que podem alcançar US$ 3,5 milhões anuais. Apesar do interesse crescente, especialistas avaliam que a função pode perder relevância à medida que a IA se torne parte inseparável das operações bancárias.

A disputa ocorre em centros financeiros que vão de Sydney a Londres. Nos últimos meses, diversas instituições promoveram mudanças em seus quadros de liderança para criar ou fortalecer posições voltadas à inteligência artificial. A combinação de altos salários e escassez de profissionais qualificados tem estimulado uma verdadeira guerra por talentos entre concorrentes.

LEIA: Consumo de informação migra para redes sociais e vídeos, enquanto mídia tradicional perde espaço

Um cargo que pode ter prazo de validade

A crescente movimentação de executivos especializados em IA também alimenta discussões sobre a longevidade da função. Muitos líderes do setor acreditam que, conforme a tecnologia se torne amplamente utilizada por profissionais de todas as áreas, a necessidade de um responsável exclusivo pela inteligência artificial tende a diminuir.

“Qualquer diretor de IA deveria partir do princípio de que não terá um cargo no futuro”, afirmou David Hardoon, que deixou o Standard Chartered em março, após menos de um ano como chefe global de capacitação em IA. “Temos um diretor de Excel? Temos um diretor de e-mail? Não”, acrescentou.

O avanço da função, entretanto, é evidente. Pesquisa realizada pelo IBM Institute for Business Value com 2 mil presidentes-executivos em 33 países e 21 segmentos econômicos apontou que 76% das organizações já contam com um diretor de IA em 2026, contra apenas 26% no ano anterior.

Demanda supera oferta

Em mercados como Cingapura, os cargos de liderança relacionados à inteligência artificial estão entre os que mais crescem, segundo informações do LinkedIn. O movimento ocorre em um contexto em que a procura por profissionais especializados continua superior à oferta disponível.

A valorização desses executivos se reflete nos pacotes de remuneração. Dados da consultoria Equilar indicam que a mediana salarial para esses cargos gira em torno de US$ 1,6 milhão anuais, enquanto os profissionais mais bem remunerados podem receber perto de US$ 3,5 milhões. Os valores exatos, contudo, raramente são divulgados pelas empresas.

O desafio de transformar estratégia em resultados

A corrida para contratar especialistas em IA revela preocupações estratégicas mais amplas dentro das organizações. Instituições financeiras que não conseguirem incorporar a tecnologia de forma eficiente correm o risco de perder clientes, participação de mercado e profissionais qualificados para concorrentes mais avançados.

Ainda assim, criar um cargo de liderança em IA não representa, por si só, uma garantia de sucesso. Muitas empresas ainda divergem sobre quais responsabilidades devem estar sob o comando desses executivos.

Segundo Pei Ying Chua, economista-chefe para a região Ásia-Pacífico do LinkedIn, a função costuma atender diferentes necessidades simultaneamente.

“A primeira é ter alguém capaz de dar sentido à estratégia de IA da empresa”, disse ela em entrevista. A estratégia de cada companhia é diferente e, “às vezes, uma estratégia de IA envolve decidir o que fazer e o que não fazer”, afirmou.

Entre as atribuições do cargo está a definição de quem será responsável pela capacitação dos funcionários em inteligência artificial. Dependendo da organização, essa responsabilidade pode ficar sob o comando do setor de recursos humanos, da área digital ou da diretoria de tecnologia.

De acordo com Chua, programas de treinamento amplos e corporativos costumam ser conduzidos pelo RH, enquanto iniciativas mais técnicas e específicas geralmente ficam sob responsabilidade de outras áreas especializadas.

IA integrada ao negócio

Para alguns líderes do setor financeiro, a própria evolução da tecnologia tornará a função de diretor de IA desnecessária no futuro.

Peng Zhao, CEO da Citadel Securities, avalia que a inteligência artificial seguirá um caminho semelhante ao de outras tecnologias que hoje fazem parte da infraestrutura básica das empresas.

“Não temos um chefe de dispositivos móveis”, afirmou durante o Global Financial Leaders’ Investment Summit, realizado em Hong Kong, em novembro.

A lógica é que a IA deixe de ser vista como uma área independente e passe a fazer parte natural de todos os processos tecnológicos da organização.

Universidades criam programas para formar líderes de IA

Enquanto o debate sobre o futuro da função continua, instituições de ensino vêm apostando na formação de profissionais voltados para esse mercado.

A Booth School of Business, da Universidade de Chicago, oferece um programa específico para diretores de IA com duração de dez meses e custo aproximado de US$ 28 mil. Iniciativas semelhantes também foram lançadas por universidades como Duke, Cornell e Michigan, geralmente voltadas a profissionais em estágios intermediários ou avançados da carreira.

“A taxa de crescimento dessa função é insana”, disse Matt Cohn, diretor sênior de inovação em estratégia de programas da Universidade de Chicago. “Muitos dos nossos alunos são fundadores, CEOs e diretores de estratégia, e dizem: preciso das habilidades de um diretor de IA.”

Tecnologia deve se tornar “invisível”

Ranil Boteju, que deixou o Lloyds para assumir o posto de primeiro diretor de IA do Commonwealth Bank, acredita que a inteligência artificial seguirá um processo de integração cada vez maior às operações financeiras.

Segundo ele, dentro de aproximadamente uma década a tecnologia estará presente em praticamente todas as atividades bancárias, de maneira semelhante ao papel desempenhado atualmente pela eletricidade.

O cargo de diretor de IA “será uma função muito pequena” mais adiante no futuro, afirmou em um vídeo publicado em maio no site da instituição. A IA “estará incorporada a tudo o que fazemos e nem perceberemos que ela está lá”.

Qualifique-se agora

O Sindplay, streaming de qualificação para profissionais de TI reconhecido como a “Netflix de TI” possui cursos em diversas áreas da TI, como cibersegurança, Inteligência Artificial, desenvolvimento de softwares, desenvolvimento para a internet, administração de sistemas e redes, ciência de dados, gestão de projetos de TI, blockchain e tecnologias de moedas digitais, entre outras áreas. Sócios e contribuintes dos sindicatos integrados à Fenati têm bolsa integral de acesso à plataforma. (Saiba mais aqui)

Além disso, na Fenati Academy, trabalhadores e trabalhadoras têm acesso a cursos com CERTIFICAÇÃO CISCO, uma das marcas mais respeitadas do mercado, totalmente gratuitos, em áreas como segurança cibernética, Redes, IA, Ciência de dados, Inglês para TI, Programação, Tecnologia da informação, Alfabetização digital, Habilidades Profissionais (Soft skills) e Sustentabilidade.

Em breve, outra gigante da TI entrará na academia digital da Fenati, a ORACLE. Com isso, o profissional de TI poderá avançar desde noções básicas até o conhecimento avançado em dezenas de áreas da Tecnologia da Informação com certificações de gigantes do mercado de TI. Você acessa todos esses cursos, de forma gratuita, através da Bee Fenati. Mais do que uma rede social, a Bee Fenati (saiba mais aqui) é um ecossistema digital criado para conectar, capacitar e beneficiar quem trabalha com tecnologia.

Acumule cashback e transfira o dinheiro direto para sua conta!

A Bee Fenati segue em expansão para garantir aos seus usuários cada vez mais benefícios. Agora a plataforma conta com a Benefícios Rede Bee, que reúne descontos em dezenas de grandes marcas, com muitas delas oferecendo cashback, ou seja, o retorno de um valor da sua compra que poderá ser transferido para sua conta! (Saiba mais aqui)

Baixe o aplicativo nas lojas App Store (iOS) e Play Store (Android) e aproveite agora!

A rede oferece em um único ambiente ofertas em áreas como educação, compras, viagens, lazer, serviços, tecnologia e muito mais. Dentre as marcas parceiras estão Magalu, Renner, Drogasil, C&A, Casas Bahia, Petz, e outras dezenas de opções que oferecem tudo que você precisa na sua rotina!

Além de poderem aproveitar os descontos oferecidos pelas marcas parceiras, os sócios e contribuintes dos sindicatos filiados à Fenati (Federação Nacional dos Trabalhadores em Tecnologia da Informação) podem receber de volta um percentual a cada compra que realizarem em parceiros que oferecem o cashback.

Este valor fica em uma carteira digital dentro da plataforma e, a partir de R$ 20 reais acumulados em cashback, o trabalhador pode enviar o dinheiro direto para sua conta bancária! Na prática, a ferramenta permite que sócios e contribuintes dos sindicatos filiados à Fenati ZEREM o valor da sua contribuição assistencial e/ou associativa!

Atualmente, o valor da contribuição é de R$ 32,50 por mês para sócios e R$ 35 por mês para contribuintes, ou seja, é possível recuperar todo esse valor e ainda acumular muito mais – tudo isso contribuindo para fortalecer a categoria e transformando as compras do dia a dia em ganho real.

(Com informações de O Globo)
(Foto: Reprodução/Magnific/stockboy)

Compartilhe:

Outras publicações