China coloca inteligência artificial no centro do novo plano
Inteligência artificial no centro – O governo chinês afirmou que o país já ocupa posição de liderança global no desenvolvimento de inteligência artificial e apresentou um plano estratégico para ampliar essa vantagem ao longo dos próximos anos. A iniciativa integra o novo planejamento econômico nacional e coloca tecnologias avançadas no centro das políticas de crescimento.
O projeto foi apresentado em um relatório da Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reforma, órgão responsável pelo planejamento estratégico da economia. O documento acompanha o plano econômico para os próximos cinco anos e reforça a prioridade dada à inovação tecnológica como impulsionador do desenvolvimento do país.
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Além da inteligência artificial, o governo destacou avanços em áreas como computação quântica, biomedicina e robótica. A proposta faz parte de um esforço mais amplo para reduzir a dependência em tecnologias estrangeiras e consolidar a posição da China como potência científica e industrial.
O primeiro-ministro Li Qiang apresentou a estratégia que gira em torno principalmente de um conceito chamado “AI+”. A proposta prevê a introdução de sistemas de inteligência artificial em quase todos os setores produtivos da economia.
A ideia é utilizar algoritmos avançados em atividades que envolvem manufatura, logística, saúde, educação e transporte. Em vez de tratar a inteligência artificial como um componente isolado da economia, o plano propõe transformá-la em um pilar tecnológico capaz de intensificar a produtividade e inovação em diferentes áreas.
Para sustentar esse processo, o país pretende ampliar rapidamente sua capacidade de computação. O governo planeja construir grandes centros de processamento de dados para treinar e operar modelos de inteligência artificial cada vez mais complexos, utilizando energia de baixo custo para sustentar essas operações.
Outro ponto destacado na estratégia é o incentivo a comunidades de código aberto. A decisão busca fortalecer um sistema tecnológico próprio e ampliar a capacidade de competição com plataformas estrangeiras.
A indústria de semicondutores aparece como um dos temas mais sensíveis do plano. O governo afirmou que houve avanços na produção nacional de chips, considerados essenciais para garantir autonomia tecnológica e sustentar o desenvolvimento de sistemas avançados de inteligência artificial.
Nos últimos anos, os Estados Unidos impuseram restrições à exportação de semicondutores avançados e de equipamentos de fabricação destinados a empresas chinesas. As medidas buscam limitar o avanço tecnológico em áreas estratégicas.
Como resposta, a China intensificou investimentos para fortalecer sua produção interna. O objetivo é reduzir a dependência de fornecedores estrangeiros e garantir o acesso aos componentes necessários treinar grandes modelos de inteligência artificial.
A estratégia também inclui o desenvolvimento de tecnologias que unem inteligência artificial a sistemas físicos. Entre as áreas prioritárias estão robôs humanoides, interfaces cérebro-máquina e redes de comunicação de próxima geração, como o 6G.
Essas iniciativas fazem parte do conceito de inteligência artificial incorporada, em que algoritmos passam a controlar máquinas capazes que interagem diretamente com o ambiente. A meta é ampliar o uso da automação em fábricas, centros logísticos e outros setores produtivos, aumentando a eficiência industrial.
O plano apresentado deverá guiar o próximo ciclo de planejamento econômico da China, previsto para o período de 2026 a 2030. Nesse novo plano, tecnologias como inteligência artificial, computação avançada e robótica passam a ocupar função essencial na política industrial.
O anúncio ocorreu em meio à intensificação da disputa tecnológica entre China e Estados Unidos. Nos próximos meses, uma reunião entre os presidentes Xi Jinping e Donald Trump deve tratar de temas como cadeias globais de suprimentos, exportação de tecnologia e controle de inteligência artificial.
As negociações podem influenciar o equilíbrio tecnológico global nas próximas décadas. Ao divulgar o novo plano, Pequim sinaliza que a corrida pela liderança em inteligência artificial já ultrapassa o campo científico e envolve também interesses econômicos, industriais e geopolíticos.
(Com informações de gizmodo)
(Foto: Reprodução/Freepik/pixelshunter)
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