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Chinesa SpaceSail é autorizada a operar no Brasil e disputará mercado com Starlink

SpaceSail – A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) autorizou a atuação da SpaceSail no Brasil, abrindo espaço para a entrada de um novo concorrente no segmento de internet via satélite. A decisão permite que a companhia chinesa, conhecida localmente como Qianfan, opere uma constelação de satélites de órbita baixa no território nacional.

A licença inicial contempla até 324 satélites não geoestacionários e tem validade até julho de 2031. A empresa terá prazo de até dois anos para iniciar as atividades comerciais e informou que pretende lançar o serviço no quarto trimestre de 2026, em sincronia com o começo das operações de sua constelação na China.

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Com a autorização, a SpaceSail passa a disputar espaço diretamente com a Starlink, atualmente líder do segmento no país. O serviço, ligado à SpaceX e ao empresário Elon Musk, reúne cerca de um milhão de usuários no Brasil, incluindo produtores rurais, comunidades na Amazônia e empresas que operam em áreas sem cobertura de fibra óptica ou redes móveis convencionais.

A expectativa é que a chegada de um novo operador aumente a competitividade, com possível redução nos custos de instalação e nas mensalidades. Além do impacto comercial, a presença de mais uma constelação de órbita baixa pode ampliar a redundância das redes, oferecendo alternativas de conexão para serviços públicos e operações críticas em caso de instabilidades.

A autorização também ocorre em um momento de intensificação da cooperação tecnológica entre Brasil e China. Memorandos recentes envolvendo a Telebras tratam de iniciativas conjuntas na área de infraestrutura de telecomunicações.

Para operar no país, a SpaceSail precisará instalar estações terrestres, chamadas gateways, que fazem a ligação entre os satélites e o backbone nacional de internet, composto por cabos de fibra óptica terrestres e submarinos. A empresa já iniciou estudos técnicos para definir pontos estratégicos de implantação dessas estruturas.

A agência reguladora também estabeleceu exigências relacionadas à coordenação de frequências, a fim de evitar interferências com outros serviços de radiocomunicação e com satélites já em operação.

O projeto da companhia prevê expansão significativa nos próximos anos. Informações do site SpaceNews indicam que a meta é colocar mais de 15 mil satélites em órbita até 2030, formando uma rede global capaz de competir com a infraestrutura da SpaceX.

A movimentação da SpaceSail também antecipa possíveis avanços de outras empresas no mercado brasileiro. A Amazon, por exemplo, desenvolve seu próprio projeto de internet via satélite, o chamado Projeto Kuiper, ainda em etapas regulatórias iniciais.

(Com informações de Olhar Digital)
(Foto: Reprodução/Freepik)

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