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Profissionais de TI – O setor de tecnologia da informação vive uma transformação acelerada impulsionada pela inteligência artificial e pela digitalização. Nesse cenário, Koh Dongjin, ex-CEO da Samsung, defende que empresas precisam criar condições para que seus profissionais cresçam de forma contínua, com oportunidades justas e critérios claros de reconhecimento, como estratégia para reter talentos e fortalecer a competitividade.
Hoje parlamentar na Coreia do Sul, o executivo defende que, diante dos avanços da IA, os profissionais que investirem em capacidades humanas estarão mais bem posicionados para prosperar no mercado de trabalho e terão essas habilidades como diferencial competitivo.
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IA e o futuro do trabalho
Koh avalia que a inteligência artificial já impacta setores como previsão do tempo, robótica, exploração espacial, biotecnologia, medicina, agricultura e educação. Em sua análise, veículos autônomos e robótica – o que define como IA Física – devem liderar as próximas grandes inovações.
Na era da AGI, afirma, destacar-se-ão “pessoas que criam IA, pessoas que usam bem a IA” e também aquelas que fazem o que a tecnologia não consegue realizar. Ele cita especialistas em tecnologia baseada em IA e robótica, profissionais que utilizam ferramentas de IA para maximizar eficiência e produtividade, e ainda áreas como humanidades e criatividade, que exigem compreensão de valores, sociedade e cultura.
Formação humanística como diferencial
Para o ex-CEO, a substituição de funções pela IA é um movimento em curso. “Devemos desenvolver habilidades diferenciadas que a IA não consegue desempenhar”, afirma. Entre elas, a capacidade de enxergar o quadro geral, propor direções e estruturar informações diversas em pensamentos próprios.
Ele recomenda que profissionais de engenharia e tecnologia ampliem o repertório com leituras de história, civilização humana e filosofia. Ao expandir a perspectiva, diz, é possível fortalecer a capacidade de multitarefa, extrair o essencial e antecipar tendências – competências que tendem a se tornar cada vez mais estratégicas.
Competência e treinamento
Sobre a percepção de queda na qualidade da mão de obra, Koh discorda. “Não acredito que o nível de competência da força de trabalho atual tenha diminuído”, diz. Para ele, as habilidades exigidas é que mudaram. A nova geração, avalia, demonstra maior adaptabilidade digital e capacidade de absorver rapidamente ferramentas tecnológicas.
Diante de “mudanças enormes” que acontecem diariamente, ele defende mais investimento em formação. “Mais investimento em educação e treinamento é necessário para formar talentos exponenciais”, afirma, acrescentando que o modelo de capacitação adotado pelas empresas “determinará sua competitividade futura”.
Ao mesmo tempo, observa que a atual geração pode ter “menor resiliência mental média”, já que não vivenciou privações como as de décadas anteriores. Por isso, entende que esforços adicionais precisam ser feitos para desenvolver esse aspecto.
Conflito geracional e liderança
Ao comentar possíveis conflitos entre gerações, Koh relativiza o embate. Para ele, “a essência do conflito não está nas gerações em si, mas nos métodos de comunicação”. O executivo avalia que cabe à liderança ajustar a própria postura. “A chave para resolver conflitos é que os líderes baixem sua perspectiva e se aproximem dos membros da equipe”, afirma.
Na sua visão, escutar já é um passo decisivo: “Apenas ouvi-los já é suficiente para conquistar seus corações”. Ele reforça que “a confiança é construída por meio de comunicação genuína, não por interferência”, e que organizações evoluem mais rápido quando evitam silos internos. Nesse contexto, o conflito geracional “não é fraqueza”, mas pode se tornar “uma força motriz para a evolução organizacional, se administrado”.
(Com informações de O Globo)
(Foto: Reprodução/Freepik)
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