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Conheça nova ameaça digital com uso de IA: “Vibe-hacking”

Vibe-hacking – A revolução digital abriu caminhos para avanços inéditos, mas também trouxe riscos emergentes. Um relatório recente da Anthropic revela a ascensão do vibe-hacking, prática criminosa que combina engenharia social e inteligência artificial para manipular emoções, ampliar fraudes e facilitar extorsões em diversos setores.

O documento destaca que sistemas avançados de IA, como agentes autônomos, já são usados em operações criminosas. Isso permite que ofensivas antes restritas a grupos especializados sejam conduzidas por indivíduos isolados, elevando a sofisticação e a velocidade do cibercrime.

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Diferente de ataques tradicionais, a técnica utiliza inteligência artificial para personalizar mensagens de acordo com o perfil da vítima. O processo envolve mapear padrões emocionais e criar interações que aumentam as chances de sucesso em esquemas de fraude digital.

De acordo com a Anthropic, esses agentes de IA não apenas ajudam na redação de mensagens persuasivas, mas também avaliam o valor de dados sigilosos em mercados clandestinos, ampliando os riscos e viabilizando ataques antes inviáveis manualmente.

Casos emblemáticos

O estudo relata episódios que ilustram a gravidade do problema. Em apenas um mês, um grupo criminoso usou IA para atacar 17 organizações, incluindo hospitais, serviços de emergência, instituições religiosas e órgãos governamentais. As mensagens de extorsão, altamente convincentes, resultaram em exigências de resgate que superaram US$ 500 mil.

Outro caso envolveu processos seletivos em grandes empresas dos Estados Unidos. Estrangeiros apoiados por agentes digitais produziram documentos e respostas fraudulentas, conseguindo se infiltrar em corporações de grande porte, inclusive da lista Fortune 500.

Segundo a Anthropic, a IA atua tanto como consultora técnica quanto como operadora ativa nas ações criminosas. Isso dá aos cibercriminosos uma vantagem significativa, ampliando escala, velocidade e acessibilidade, já que pessoas com baixo conhecimento técnico podem explorar mecanismos sofisticados de manipulação digital.

Alvos e riscos crescentes

Os ataques atingem especialmente hospitais, serviços de emergência e instituições religiosas, mas empresas que lidam com dados financeiros, credenciais governamentais e informações de saúde também estão sob ameaça. Especialistas alertam que apenas estratégias integradas de defesa poderão conter esse avanço.

Para mitigar riscos, o relatório recomenda a capacitação de equipes, atualização constante de sistemas, auditorias tecnológicas e campanhas de conscientização, além do uso ético da inteligência artificial. A colaboração internacional também é considerada essencial para conter redes criminosas que atuam além das fronteiras digitais.

O avanço do vibe-hacking marca uma nova etapa da criminalidade digital, em que a automação, aliada à engenharia social e à exploração de vulnerabilidades humanas, redefine os limites da manipulação virtual. Para empresas e governos, a capacidade de antecipar tendências e neutralizar riscos será decisiva no futuro da cibersegurança.

(Com informações de IT Show)
(Foto: Reprodução/Freepik/DC Studio)

Julia Stoever

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Julia Stoever
Tags: sindical

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