cresce-numero-usuarios-adotam-silencio-total-redes-sociais
Redes sociais – Depois de anos de intensa exposição nas redes sociais, um novo comportamento começa a ganhar força: o silêncio digital. A tendência, observada por pesquisas recentes e discutida pelo escritor Kyle Chayka em entrevista à BBC, aponta para uma possível transição rumo ao que ele chama de “postagens zero” — um cenário em que o ato de compartilhar a própria vida online deixa de fazer sentido para a maioria das pessoas.
De acordo com Chayka, especialmente entre os adultos da Geração Z, há um visível recuo na frequência de postagens. O que antes era uma extensão natural da vida social — fotos com amigos, momentos do cotidiano, registros de viagens — vem sendo substituído por um mar de conteúdos gerados por marcas, influenciadores e, mais recentemente, por inteligência artificial.
LEIA: Brasil pode ter no setor de TI um trunfo contra ‘tarifaço’ dos EUA
As redes, que já foram vistas como espelhos da vida pessoal, hoje se assemelham mais à televisão, segundo o autor. Para ele, a lógica atual privilegia anúncios e entretenimento passivo, afastando o usuário comum da vontade de se expor.
A mudança também reflete uma revisão da relação das pessoas com a própria privacidade. A ideia de que os jovens não se importam em compartilhar tudo publicamente parece estar sendo revista. Muitos preferem agora os bastidores: conversas em grupos fechados, mensagens diretas e aplicativos com interações mais íntimas e efêmeras.
Do ponto de vista das plataformas, isso não representa exatamente um problema — pelo menos por enquanto. Enquanto os usuários permanecerem consumindo conteúdo, o modelo de negócios baseado em publicidade continua funcionando. E se depender da indústria, o espaço deixado por quem deixou de postar deve ser ocupado por conteúdos gerados por IA, mais baratos e praticamente ilimitados.
Para Chayka, o ciclo de superexposição chegou ao limite. Ele prevê que, em breve, redes sociais se parecerão ainda mais com canais de mídia tradicionais, enquanto o aspecto relacional tende a migrar para outros formatos, como os grupos privados e, quem sabe, o mundo real.
A tendência ao silêncio, portanto, não é um abandono completo da internet, mas sim uma mudança no modo como nos conectamos — e no quanto estamos dispostos a sermos vistos.
(Com informações de g1)
(Foto: Reprodução/Freepik/Escapejaja)
Órgão cruza dados tradicionais com informações públicas de plataformas digitais para identificar discrepâncias patrimoniais
Pesquisa revela abertura crescente ao uso de inteligência artificial em cargos de liderança, enquanto empresas…
Novo recurso amplia funcionalidades do Celular Seguro, com rastreamento e atualizações automáticas sobre o status…