estudantes-ifma-game-educativo-lingua-indigena
Game educativo – Uma iniciativa desenvolvida por estudantes e pesquisadores maranhenses demonstra como tecnologia e cultura podem caminhar lado a lado na valorização de saberes tradicionais. O jogo YUTA, criado na Fábrica de Inovação do Instituto Federal do Maranhão (IFMA), Campus Grajaú, tem como principal objetivo ensinar e preservar a língua indígena Tenetehar Guajajara.
Em fase final de conclusão, o jogo deve ser disponibilizado em breve para download pelo público. A proposta aposta em um formato acessível: trata-se de um jogo digital de cartas com foco educativo, voltado ao aprendizado inicial da língua. A dinâmica é baseada na associação entre palavras, imagens e significados, tornando o processo mais intuitivo e envolvente para os usuários.
LEIA: Inteligência artificial transforma educação e exige novas competências
Desenvolvido entre julho e dezembro do ano passado, o projeto conta também com o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa e ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico do Maranhão (FAPEMA) e do Projeto Astronomia no Sertão. Segundo o coordenador do projeto, professor Ericson Valentim, a iniciativa vai além do entretenimento. “O aplicativo vai além do entretenimento. Ele contribui diretamente para a preservação linguística, mantendo viva uma importante expressão cultural dos povos originários”, afirma.
O jogo reúne um conjunto de 100 cartas com vocabulário básico, incluindo nomes de animais, objetos, números e elementos da natureza. O sistema de pontuação é baseado em acertos e apresenta progressão gradual de dificuldade, estratégia que busca estimular o aprendizado contínuo ao longo do uso.
A construção do YUTA também contou com a colaboração do especialista em jogos Carlos Alberto Castelo Elias Filho e dos professores Genilson Martins e João Otávio Bandeira Diniz, além do apoio do projeto Zane Ze’eg (Glossário Digital), coordenado pelo professor Charles Santos.
Entre os participantes está Hugo Emanuel Cabral da Silva, aluno do 2º ano do curso técnico em Informática. Para ele, o projeto representa uma oportunidade de impacto social. “É uma oportunidade de unir educação e preservação cultural. Muitas línguas indígenas estão em risco, e o jogo ajuda a valorizar esse patrimônio”, destaca.
Atualmente, o aplicativo passa pela fase de registro de software, etapa necessária para garantir sua proteção e futura distribuição. A expectativa é que o lançamento ocorra em breve para dispositivos Android, ampliando o acesso ao público em todo o país.
Além do produto, o projeto se destaca pela metodologia adotada. Baseado na aprendizagem por jogos, o desenvolvimento priorizou a participação ativa dos usuários, estimulando habilidades como raciocínio, tomada de decisão e colaboração. Com essa proposta, o YUTA surge como uma alternativa contemporânea para manter viva uma língua tradicional e ampliar o acesso ao conhecimento.
(Com informações de Imirante.com)
(Foto: Reprodução/Freepik/zinkevych)
Contrariando previsões patronais, pesquisas de instituições como Unicamp e Ipea apontam para cenário mais complexo…
Mais do que dominar ferramentas, nova alfabetização envolve pensamento crítico e colaboração com sistemas inteligentes
Medida cria fase de transição para o sistema e permite regularização de tarifas atrasadas sem…