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Golpe da falsa entrega – O golpe do falso rastreio de encomendas voltou a ganhar força em 2025, impulsionado pelo uso massivo de mensagens SMS para enganar consumidores. Segundo levantamento da empresa de inteligência de ameaças Group-IB, criminosos intensificaram as campanhas ao longo do ano, explorando o hábito de acompanhar entregas feitas pelo comércio eletrônico.
A fraude se apoia na escala global das compras online, que movimentam cerca de 161 bilhões de pacotes por ano. A partir desse cenário, os golpistas enviam mensagens que simulam comunicações de transportadoras conhecidas, informando supostos problemas na entrega e solicitando ações urgentes, como atualização de endereço ou pagamento de taxas.
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Ao acessar o link indicado, a vítima é direcionada a páginas falsas que reproduzem o visual de empresas reais. Nesses sites, dados pessoais e financeiros são coletados e enviados diretamente aos criminosos.
Os ataques são efetuados por meio de diferentes estratégias. Em alguns casos, são usados números anônimos com aparência local. Em outros, há falsificação do remetente, o que faz a mensagem parecer enviada por uma empresa já conhecida pelo usuário.
Crescimento acelerado
O cenário mudou rapidamente entre 2024 e 2025. Se antes essas campanhas tinham baixa visibilidade, no ano passado passaram a ocorrer de forma sistemática. O relatório da Group-IB aponta mais de 100 campanhas únicas por mês ao longo de 2025, com picos em junho e dezembro, quando foram registradas 218 e 208 ações, respectivamente.
Parte do sucesso dos golpes está na criação de sistemas que imitam marcas reais. Muitos utilizam extensões de baixo custo e pouca regulamentação, como .xyz, .shop, .click e .top, enquanto outros exploram variações do tradicional “.com” para confundir usuários.
Estrutura profissional do crime
Os pesquisadores identificaram que diversas campanhas compartilham a mesma base tecnológica, associada ao Darcula, uma plataforma de phishing criada em 2023.
O serviço funciona como um modelo comercial voltado a criminosos, oferecendo mais de 20 mil domínios falsos e centenas de modelos prontos para imitar instituições como bancos, companhias aéreas e serviços postais. O sistema já foi utilizado em ataques em mais de 100 países.
Inicialmente divulgado em canais do Telegram, o Darcula passou a operar de forma mais discreta após ser exposto pela empresa de segurança Mnemonic. Ainda assim, segue ativo em ambientes clandestinos.
Casos no Brasil
No Brasil, campanhas semelhantes também foram identificadas. Em uma delas, golpistas se passaram pela Total Express, parceira de grandes plataformas de comércio eletrônico como a Amazon, para solicitar pagamentos indevidos.
As mensagens fraudulentas incluíam dados reais das vítimas, como CPF, e-mail, nome completo e endereço, além de códigos de rastreio legítimos. Em muitos casos, os contatos eram feitos poucas horas após a movimentação da encomenda, aumentando a credibilidade da abordagem.
Outro caso envolveu a J&T Express, em que os criminosos alegavam retenção de encomendas por problemas documentais. As mensagens continham detalhes precisos sobre os pedidos e direcionavam os usuários para links de pagamento.
Recomendações de segurança
Especialistas alertam que a principal medida de proteção é evitar clicar em links recebidos por SMS. O ideal é acessar diretamente o site oficial da transportadora, digitando o endereço no navegador.
Para as empresas, a recomendação inclui a divulgação constante de alertas sobre golpes, adoção de protocolos de autenticação de e-mail e criação de canais específicos para denúncias. A cooperação com operadoras de telefonia também é essencial para bloquear mensagens suspeitas antes que cheguem aos consumidores.
(Com informações de Tecmundo)
(Foto: Reprodução/Freepik/rawpixel.com)
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