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Grupo hacker afirma ter desativado sistemas do Domo de Ferro em Israel

Grupo hacker – Um grupo de criminosos cibernéticos autodenominado “Cardinal” assumiu a responsabilidade por um ataque sem precedentes contra os sistemas de defesa aérea de Israel. O coletivo, que se declara pró-Rússia, afirmou ter comprometido o funcionamento do Domo de Ferro (Iron Dome) e as redes de radar RADA no sul do país, com o objetivo explícito de abrir um “corredor livre” para uma ofensiva das forças iranianas na região.

A alegação foi publicada pelo grupo acompanhada de capturas de tela que mostram o que seria uma interface de gerenciamento de radar militar. As imagens exibem o logotipo do Cardinal sobreposto a gráficos e painéis de controle, numa tentativa de dar credibilidade à invasão.

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De acordo com o comunicado divulgado pelo grupo, as ações incluem acesso ao gerenciamento de sistemas de radar, controle sobre complexos de interceptação, desativação das defesas do setor sul e comprometimento do rastreamento do Domo de Ferro. “O tempo chegou. Avancem”, disseram no comunicado.

O grupo publicou as alegações tanto em inglês quanto em russo, o que é típico de coletivos hacktivistas com vínculos ou simpatias ao Kremlin.

No entanto, não há até o momento confirmação independente ou por parte das autoridades israelenses, nem evidências técnicas verificáveis, de que houve uma intrusão real nos sistemas operacionais do Domo de Ferro.

O que é o Domo de Ferro?

O Domo de Ferro é o principal sistema de defesa aérea de Israel, desenvolvido pela empresa israelense Rafael Advanced Defense Systems em parceria com a americana Raytheon.

Na prática, o sistema detecta mísseis lançados entre 4 e 70 quilômetros e responde disparando um míssil interceptor Tamir contra projéteis que ameacem áreas estratégicas e populosas.

O Domo de Ferro é composto por três elementos: um radar de detecção e rastreamento, um sistema de controle de armas e gerenciamento de batalha (BMC) e uma unidade de disparo de mísseis (MFU), o que explica por que comprometer o radar seria tão crítico.

Desenvolvido exclusivamente pela empresa israelense Rafael Advanced Defense Systems, o projeto foi declarado operacional em 2011, com uma taxa de interceptação de 70% segundo a Força Aérea israelense.

Seu batismo de fogo veio na Operação Pilar de Defesa de 2012, quando o sistema interceptou 85% dos mais de 400 mísseis disparados de Gaza.

Apesar da origem israelense, o projeto teve patrocínio direto dos Estados Unidos, já que a Casa Branca aprovou US$ 205 milhões em 2010 e, em 2012, o presidente Barack Obama anunciou um fundo adicional de US$ 70 milhões para o sistema.

(Com informações de Tecmundo)
(Foto: Reprodução/Freepik/paulapolaka/Foto gerada por IA)

Julia Stoever

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Tags: sindical

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