FEDERAÇÃO NACIONAL DOS TRABALHADORES EM TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO

A FEDERAÇÃO DE TI QUE MAIS CRESCE NO BRASIL!

“Guerra civil” de chimpanzés choca comunidade científica

Pesquisa documenta conflito prolongado entre chimpanzés após décadas de convivência
guerra-civil-de-chimpanzes-choca-cientistas
guerra-civil-de-chimpanzes-choca-cientistas

Violência entre chimpanzés – Pesquisadores documentaram um fenômeno raro nas florestas de Uganda: um conflito prolongado e violento entre chimpanzés (Pan troglodytes) que antes conviviam em harmonia. O episódio envolveu a comunidade de Ngogo, considerada a maior já registrada na natureza, e oferece novos elementos para compreender as origens da violência coletiva.

Durante décadas, o grupo viveu de forma coesa. No entanto, essa estabilidade começou a ruir de maneira inesperada. A comunidade acabou se dividindo em duas facções rivais, que passaram a disputar território e protagonizar confrontos letais.

LEIA: Pesquisadora do MS vence Prêmio Mulheres e Ciência do CNPq

De convivência pacífica ao confronto

O estudo, baseado em três décadas de observações, mostra que a ruptura não foi imediata. Até 2014, cerca de 200 indivíduos formavam um único grupo social. A partir de 2015, porém, os pesquisadores perceberam uma mudança no comportamento: os chimpanzés passaram a se agrupar de forma distinta, formando dois blocos conhecidos como grupo Ocidental e grupo Central.

Diferentemente de interpretações anteriores sobre conflitos entre primatas, muitas vezes atribuídos à interferência humana, o caso de Ngogo ocorreu de forma espontânea, sem estímulos externos aparentes.

Escalada de violência

Após a separação, a tensão evoluiu para ataques sistemáticos. Entre 2018 e 2024, o grupo Ocidental, mesmo sendo menor, realizou incursões frequentes no território rival.

Os dados revelam a dimensão do conflito:

• 24 ataques letais registrados contra antigos membros do grupo;
• ao menos sete machos adultos mortos;
• mortes de filhotes, com 17 casos confirmados ou inferidos;
• níveis de violência superiores aos estimados em outros grupos de chimpanzés e até em algumas sociedades humanas de pequena escala.

Um dos aspectos mais marcantes é que muitos dos indivíduos atacados já haviam mantido relações próximas com seus agressores, compartilhando atividades como caça e cuidado mútuo.

Possíveis causas do racha

Os cientistas apontam uma combinação de fatores para explicar a fragmentação do grupo. O tamanho elevado da comunidade pode ter dificultado a manutenção de vínculos sociais estáveis. Além disso, a morte de indivíduos importantes em 2014 teria enfraquecido conexões internas.

Outro ponto relevante foi a mudança na liderança. A ascensão de um novo macho dominante coincidiu com o início da separação. Ao mesmo tempo, houve um isolamento reprodutivo entre as facções, sem nascimento de filhotes entre membros dos dois grupos após a divisão.

O que isso revela sobre a violência

O caso sugere que conflitos intensos podem surgir mesmo na ausência de diferenças culturais, ideológicas ou religiosas. Para os pesquisadores, a simples ruptura de relações sociais já pode ser suficiente para desencadear hostilidade extrema.

A descoberta reforça a ideia de que a violência coletiva pode ter raízes mais profundas do que se imaginava, ligadas à dinâmica das relações e à organização social, e não apenas a fatores culturais.

(Com informações de Olhar Digital)

(Foto: Reprodução/ScienceAlert External Sources)

Mais recentes

Feriados em 2026: mais quatro datas podem render descanso prolongado; veja

Feriados em 2026: mais quatro datas podem render descanso prolongado; veja

Tecnologia ajuda quebradeiras de coco do Maranhão a ampliar renda e preservar tradição

Tecnologia ajuda quebradeiras de coco do Maranhão a ampliar renda e preservar tradição

Sindplay lança curso com foco na empatia para fortalecer relações de trabalho

Sindplay lança curso com foco na empatia para fortalecer relações de trabalho

Brasil conquista avanço inédito na computação quântica com íons aprisionados

Brasil conquista avanço inédito na computação quântica com íons aprisionados

Tecnologia amplia prevenção contra tornados e tempestades no Paraná

Tecnologia amplia prevenção contra tornados e tempestades no Paraná

Tecnologia que permite operar máquinas de colheita à distância entre em testes em MS

Tecnologia que permite operar máquinas de colheita à distância entre em testes em MS

Pejotização: Estado deixa de arrecadar R$ 105 bilhões enquanto trabalhadores perdem direitos

Pejotização: Estado deixa de arrecadar R$ 105 bilhões enquanto trabalhadores perdem direitos

Mais de 80% das escolas brasileiras já proíbem uso de celulares

Mais de 80% das escolas brasileiras já proíbem uso de celulares

Grupo invade sites ‘gov.br’ para aplicar golpes com plataformas falsas de apostas

Grupo invade sites ‘gov.br’ para aplicar golpes com plataformas falsas de apostas

Avanço da IA pode trazer risco existencial e exige governança urgente, alerta ONU

Avanço da IA pode trazer risco existencial e exige governança urgente, alerta ONU

IA encontra soluções para experimentos de física que cientistas não imaginaram

IA encontra soluções para experimentos de física que cientistas não imaginaram

Golpe do sósia mira sistemas de reconhecimento facial para burlar identidades

Golpe do sósia mira sistemas de reconhecimento facial para burlar identidades

Gastos com educação de filho autista podem ser deduzidos como despesa médica no IR, decide Justiça

Gastos com educação de filho autista podem ser deduzidos como despesa médica no IR, decide Justiça

IA já é utilizada por quase metade dos alunos brasileiros para estudar

IA já é utilizada por quase metade dos alunos brasileiros para estudar

Confira os novos pisos salariais dos profissionais de TI do Paraná; valores foram reajustados em Termo Aditivo

Confira os novos pisos salariais dos profissionais de TI do Paraná; valores foram reajustados em Termo Aditivo