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IA – A inteligência artificial (IA) vem se consolidando como aliada de tutores na busca por animais desaparecidos nos Estados Unidos, com relatos recentes de reencontros registrados em diferentes regiões do país. A tecnologia permite comparar fotos enviadas pelos donos com imagens de pets encontrados em abrigos ou publicados online, facilitando a identificação mesmo quando há alterações na aparência dos animais.
Os casos foram reunidos em reportagem do jornal The Washington Post, que destacou histórias de tutores que conseguiram recuperar seus animais após dias ou até meses de procura. A iniciativa se baseia em bancos de dados abastecidos por organizações de bem-estar animal e no uso de algoritmos capazes de identificar características físicas específicas.
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Como a busca com IA é feita
O processo começa com o envio de fotos dos pets desaparecidos em plataformas digitais. A partir disso, sistemas de IA analisam elementos como estrutura facial, padrão da pelagem e formato das orelhas, cruzando essas informações com milhares de imagens disponíveis em redes sociais e em cerca de 3 mil abrigos e centros de resgate.
Mesmo em situações em que os animais aparecem sujos ou com aparência alterada após viverem nas ruas, a tecnologia consegue apontar semelhanças. De acordo com a organização Petco Love, responsável pela plataforma Petco Love Lost, mais de 200 mil reencontros entre tutores e animais foram registrados desde 2021.
Julie Castle, CEO da Best Friends Animal Society, afirma que a tecnologia não substitui o uso de microchips, mas aumenta as chances de localização. Segundo ela, “essa é uma das áreas em que a IA realmente traz ganhos e pode mudar o jogo na reunião de pets com seus donos”.
Casos de reencontro chamam atenção
Entre os episódios destacados está o da cadela Sweetie, desaparecida por quase dois meses na Califórnia. A tutora, Ivelis Alday, recebeu um e-mail com a correspondência gerada pela IA e reconheceu o animal, localizado em um abrigo.
Outro caso envolve Sandy, que sumiu durante uma tempestade. Sem microchip, a cadela foi encontrada 33 dias depois em um centro de resgate em San Antonio, após o sistema identificar padrões únicos, como marcas na língua.
Já a gata Lucy foi localizada em menos de 12 horas em Ohio. O animal havia se escondido no capô de um carro e acabou sendo transportado sem que o motorista percebesse. A correspondência feita pela plataforma permitiu o reencontro no mesmo dia.
Tecnologia somada aos métodos tradicionais
Antes da adoção de IA, a busca por animais desaparecidos já contava com ferramentas como microchips, publicações em redes sociais, coleiras com GPS e câmeras térmicas. A nova tecnologia surge como complemento, sobretudo em casos em que não há identificação eletrônica.
Um exemplo é o da cadela Millie, encontrada cerca de 15 horas após fugir em Manhattan, mesmo sem o microchip devidamente registrado. A IA cruzou a imagem com um registro feito em uma clínica veterinária em outro estado, viabilizando o reencontro.
Segundo responsáveis por abrigos, muitos animais resgatados ainda não possuem microchip, o que reforça o papel da inteligência artificial como ferramenta complementar. Em alguns casos, a tecnologia tem sido decisiva para que os pets tenham qualquer chance de voltar para casa.
(Com informações de Olhar Digital)
(Foto: Reprodução/Freepik/naimurrahman21)
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