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Instagram reforça filtros de conteúdo para menores após pressão judicial

Instagram – O Instagram anunciou, nesta quinta-feira, a ampliação global de suas restrições de conteúdo voltadas a contas de adolescentes. A iniciativa expande diretrizes que já vinham sendo aplicadas desde outubro do ano passado em países como Austrália, Canadá, Reino Unido e Estados Unidos.

A decisão ocorre em um momento de crescente pressão sobre a Meta, responsável pela plataforma, diante de questionamentos judiciais recentes sobre os impactos das redes sociais na saúde mental de jovens. Com a mudança, as novas regras passam a valer em escala internacional.

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De acordo com a empresa, o objetivo é reduzir a exposição de adolescentes a conteúdos considerados sensíveis, incluindo violência extrema, nudez sexual e uso explícito de drogas. A medida também surge após processos movidos em tribunais no Novo México e em Los Angeles no mês anterior.

Filtros mais rígidos e nova configuração

Entre as mudanças implementadas, o Instagram passa a restringir ainda mais o alcance de publicações com temas inadequados para menores. Conteúdos com linguagem forte, comportamentos de risco e até imagens que exibam acessórios associados ao uso de maconha entram no escopo das limitações.

A plataforma também lançou a configuração “Limited Content”, que aplica filtros mais rigorosos às contas de adolescentes. Com esse recurso, determinados conteúdos deixam de ser exibidos e algumas interações passam a ser bloqueadas, como visualizar, enviar ou receber comentários em publicações específicas.

Em comunicado, a empresa destacou que, assim como ocorre com classificações indicativas de conteúdo no cinema, adolescentes ainda podem eventualmente se deparar com material sensível. No entanto, reforçou o compromisso de tornar esses casos cada vez mais raros e reconheceu que os sistemas continuarão sendo aprimorados.

Mudança de abordagem após críticas

As restrições iniciais haviam sido divulgadas com base em classificações inspiradas em filmes para maiores de 13 anos. No entanto, a Motion Picture Association (MPA) enviou uma notificação formal à Meta solicitando a interrupção do uso dessa referência, argumentando que critérios do cinema não se aplicam diretamente ao ambiente das redes sociais.

Diante disso, a empresa passou a reformular sua comunicação, adotando uma abordagem própria para definir conteúdos adequados a adolescentes, sem recorrer diretamente aos termos utilizados pela indústria cinematográfica.

Pressão regulatória e novas medidas

Nos últimos meses, a Meta tem sido alvo frequente de críticas por supostamente priorizar o crescimento de seus produtos em detrimento da segurança de usuários jovens. Em resposta, a companhia anunciou novos recursos voltados a esse público.

Entre eles, estão notificações para pais quando adolescentes buscam conteúdos relacionados à automutilação, além da ampliação de controles parentais em experiências com IA.

Documentos judiciais também indicam que a empresa demorou anos para implementar funcionalidades como o desfoque automático de imagens explícitas em mensagens diretas, mesmo já tendo conhecimento prévio do problema.

 

(Com informações de Olhar Digital)

(Foto: Reprodução/Agência Brasil)

Pedro Carneiro

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Pedro Carneiro
Tags: sindical

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