Mato Grosso – O estado de Mato Grosso consolidou sua posição de destaque na economia nacional ao registrar a menor taxa de desemprego do Brasil em 2025. De acordo com os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD) Trimestral, divulgados nesta sexta-feira (20) pelo IBGE, o estado atingiu o patamar de 2,2% de desocupados, liderando um movimento positivo que se estendeu por quase todo o país. No ano passado, 20 unidades da federação registraram as menores taxas de desocupação de suas respectivas séries históricas.
Logo após o Mato Grosso no ranking das menores taxas, aparecem os estados de Santa Catarina (2,3%) e Mato Grosso do Sul (3,0%). No extremo oposto do levantamento, o Piauí apresentou o maior índice de desocupação, com 9,3%, seguido por Pernambuco e Bahia, ambos com 8,7%. Vale ressaltar que, embora a Bahia figure entre as maiores taxas, o estado também celebrou o menor número de sua série histórica no período.
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O dinamismo do mercado de trabalho mato-grossense também é refletido nos baixos índices de subutilização da força de trabalho. O estado registrou uma taxa de apenas 6,8%, sendo superado apenas por Santa Catarina, que teve 4,6%. Esse cenário contrasta com a realidade de estados como o Piauí, onde a subutilização atingiu 31%, mais que o dobro da média nacional de 14,5%. Alagoas e Bahia também apresentaram índices elevados nesse quesito, ambos com 26,8%.
No que diz respeito à informalidade, as menores taxas anuais foram registradas em Santa Catarina (26,3%), Distrito Federal (27,3%) e São Paulo (29,0%). Já as maiores ficaram com Maranhão (58,7%), Pará (58,5%) e Bahia (52,8%), todas situadas bem acima da média do país, que fechou em 38,1%.
Para William Kratochwill, analista da pesquisa, o momento é de otimismo, mas exige atenção a disparidades regionais. “A mínima histórica em 2025 decorre do dinamismo observado no mercado de trabalho, impulsionados pelo aumento do rendimento real. Contudo, a queda da desocupação mascara problemas estruturais: Norte e Nordeste mantêm informalidade e subutilização elevadas, evidenciando ocupações de baixa produtividade”, explica o especialista.
A pesquisa do IBGE também trouxe dados sobre a renda média do brasileiro, que chegou a R$ 3.560. Os maiores valores foram encontrados no Distrito Federal (R$ 6.320), São Paulo (R$ 4.190) e Rio de Janeiro (R$ 4.177), enquanto os menores rendimentos ficaram no Maranhão (R$ 2.228) e na Bahia (R$ 2.284).
Por fim, o levantamento detalha que o desemprego ainda afeta a população de forma desigual conforme o perfil demográfico. No quarto trimestre de 2024, a taxa de desocupação foi de 4,2% para os homens e de 6,2% para as mulheres.
Na comparação por cor ou raça, o desemprego ficou abaixo da média nacional para os brancos (4,0%), mas permaneceu acima para pretos (6,1%) e pardos (5,9%).
A escolaridade também se mostrou um fator determinante: a taxa de desemprego para quem tem nível superior completo foi de apenas 2,7%, enquanto entre aqueles com nível superior incompleto o índice subiu para 5,6% e, para pessoas com ensino médio incompleto, chegou a 8,7%.
(Com informações de O Globo e Agência Brasil)
(Foto: Reprodução/Agência Brasil/Marcello Casal Jr)