Mesmo hiperconectada, 37% da Geração Z diz que se sente solitária
Geração Z – Você já se pegou sentindo solidão mesmo cercado de pessoas? Caso a resposta seja positiva, saiba que não está sozinho. Uma pesquisa recente mostrou que 37% das pessoas da Geração Z (nascidos de 1995 a 2010) afirmam se sentir solitários com frequência — um índice bem superior ao de outras faixas etárias. Mas o que explica esse paradoxo de estar constantemente online e, ao mesmo tempo, se sentir isolado?
O levantamento, realizado com 2.000 adultos, revelou que, embora a média diária de uso de telas seja de cinco horas e meia, 22% dos entrevistados admitiram não saber como iniciar uma conversa com desconhecidos. Além disso, 45% disseram interagir mais pelo ambiente digital do que presencialmente. O cenário aponta para um desafio crescente em criar vínculos humanos reais, mesmo em uma sociedade cada vez mais conectada.
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De acordo com o jornal The Sun, o influenciador Will Shears, que reúne quase um milhão de seguidores no Instagram e no TikTok, tenta ir na contramão dessa tendência. Seu projeto é simples, mas impactante: oferecer chá e biscoitos a desconhecidos em bancos de praças, abrindo espaço para diálogos espontâneos.
“Em um mundo digital, onde podemos passar um tempo em frente às telas para nos conectar com outras pessoas, é importante lembrar que também podemos ter conexões significativas longe da tecnologia”, afirma Shears. Para ele, uma xícara de chá acompanhada de uma boa conversa pode transformar o dia de alguém de maneira positiva.
A pesquisa foi conduzida em parceria entre a marca de biscoitos McVitie’s, a instituição de caridade Mind e o documentarista A Mug of Life, com o objetivo de chamar atenção para o impacto da solidão na sociedade e estimular encontros reais.
Especialistas alertam que a solidão não se limita a um estado passageiro, podendo gerar consequências sérias para a saúde mental. Andrew Berrie, representante da Mind, declarou ao The Sun que, ainda que a solidão não seja em si uma condição de saúde mental, ela aumenta o nível de estresse e está associada a maior risco de desenvolver quadros como ansiedade e depressão. Conversar pode não eliminar o problema, mas contribui para reduzir a sensação de isolamento e fortalecer a resiliência.
(Com informações de O Globo)
(Foto: Reprodução/Freepik/pressmaster)
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