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FGTS – O ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, afirmou que pretende sugerir ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva uma nova liberação de recursos bloqueados do FGTS para trabalhadores que ficaram impedidos de sacar o fundo após demissão, devido à adesão ao saque-aniversário. Segundo ele, a medida poderá beneficiar cerca de 13 milhões de brasileiros. As declarações foram dadas em entrevista à Folha de S.Paulo.
Marinho explicou que, apesar da liberação de R$ 12 bilhões no início do ano, o cenário mudou desde então. “De março para cá, cerca de 13 milhões foram demitidos do trabalho, têm saldo no fundo e não podem sacar. Então, vou sugerir ao presidente que faça mais uma liberação para esse pessoal”, disse.
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O ministro reforçou que as recentes mudanças nas regras do saque-aniversário, que restringem o acesso antecipado ao fundo, visam proteger o trabalhador. Segundo ele, a modalidade anterior fazia com que muitos pagassem juros sobre o próprio dinheiro, ao optar por antecipações de longo prazo oferecidas pelos bancos.
Ele também rebateu as críticas de que as limitações ao saque-aniversário representariam uma postura paternalista do governo. “Bom, se vai fazer o que quiser, acaba com o fundo e o trabalhador recebe na folha. Muita gente defende isso, uma liberalização total. Acho que é um equívoco. O fundo foi construído de uma maneira que demonstrou eficiência.”
Marinho citou ainda saques impulsivos e vícios, como os jogos eletrônicos e apostas online, como parte das motivações do governo em limitar a retirada dos recursos.
Outros temas
Ao ser questionado sobre o caso da JBS, que recorreu da inclusão na lista suja do trabalho escravo, Marinho explicou que cabe ao gestor a análise final dos recursos administrativos. “Vou me basear no resultado da análise do corpo jurídico. Tenho uma equipe técnica que ainda está avaliando.”, afirmou.
Sobre a política de juros, Marinho criticou o impacto da Selic elevada na economia e na geração de empregos. Para ele, o Brasil vive um momento de expansão do consumo, que deve ser impulsionado ainda mais pela isenção de Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil, e os juros altos acabam postergando investimentos produtivos.
“Eu não sei qual é a escola de pensamento econômico que só ensina a combater a inflação a partir da restrição do consumo. Não me parece ser a maneira mais inteligente. Isso precisa ser combinado com a oferta. O choque para conter a inflação é mais produção. É básico de economia”, concluiu.
(Com informações de Folha de S.Paulo)
(Foto: Reprodução/Agência Brasil/Marcelo Camargo)
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