Biometano – O Mato Grosso do Sul deu um passo decisivo em seu novo eixo de desenvolvimento sustentável. A implantação da primeira planta de biometano da empresa Atvos no estado, localizada em Nova Alvorada do Sul, marca uma nova etapa na diversificação da matriz energética regional. O empreendimento recebeu investimentos superiores a R$ 350 milhões e posiciona o estado como referência nacional em economia circular e aproveitamento de resíduos.
Durante a Expocanas, principal vitrine tecnológica do setor sucroenergético, o secretário de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação, Jaime Verruck, acompanhou de perto o andamento das obras e o início das etapas operacionais. A unidade terá capacidade estimada para produzir cerca de 28 milhões de metros cúbicos de biometano por safra, utilizando subprodutos como vinhaça e torta de filtro. Na prática, essa produção representa a economia de 25 milhões de litros de diesel anuais.
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O projeto está estritamente alinhado à estratégia estadual de descarbonização. Segundo o secretário Jaime Verruck, o avanço do biometano está diretamente conectado à política de bioenergia e à meta de neutralidade de carbono:
“O Mato Grosso do Sul estruturou uma política consistente de bioenergia, baseada na diversificação de matérias-primas e no aproveitamento integral da biomassa. O biometano surge como uma solução estratégica, que amplia a competitividade do setor sucroenergético, reduz emissões e fortalece a agenda de carbono neutro do Estado”, afirmou Verruck.
Além do ganho ambiental, há um forte componente de eficiência operacional e logística. O biometano produzido será utilizado prioritariamente para abastecer a frota da própria companhia, substituindo o diesel nas operações. A meta da Atvos é converter ao menos 50% do consumo das unidades Eldorado, Santa Luzia e Conquista do Pontal para o uso do gás renovável.
A iniciativa integra um movimento mais amplo de inovação. A empresa já iniciou testes com caminhões movidos a biogás e firmou parceria com a Scania para a renovação da frota pesada. Estima-se que a substituição do combustível fóssil possa reduzir entre 40 e 50 mil toneladas de CO₂ por ano.
O projeto em Nova Alvorada do Sul é o ponto de partida para uma expansão nacional. Nos próximos anos, a Atvos projeta a implantação de outras sete unidades de biometano no país, o que pode elevar a produção total para 137 milhões de metros cúbicos por safra e reduzir em até 88,3% as emissões associadas ao uso de diesel.
Atualmente, a companhia opera três unidades industriais no Mato Grosso do Sul, em Nova Alvorada do Sul, Rio Brilhante e Costa Rica, sendo responsável pela geração de mais de 11 mil empregos diretos e indiretos. No futuro, parte da produção poderá atender municípios do entorno, contribuindo para que o estado atinja sua meta de carbono neutro até 2030, consolidando-se como um polo de etanol de milho e cogeração de energia a partir da biomassa.
(Com informações de Agência de Noticias do Governo de Mato Grosso do Sul)
(Foto: Reprodução/Governo de Mato Grosso do Sul)