Veículos elétricos – A frota de veículos elétricos e híbridos no Maranhão registrou crescimento expressivo nos últimos dois anos e praticamente triplicou no período. Dados da Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran) apontam que, em fevereiro de 2026, o estado alcançou 7.670 veículos elétricos — alta de 184,2% em relação a fevereiro de 2024. O avanço foi cerca de 15 vezes superior ao da frota total de veículos.
Mesmo com a expansão, os modelos eletrificados ainda representam uma fatia pequena da frota em circulação, correspondendo a 0,32% do total no estado. Os números incluem tanto veículos totalmente elétricos quanto híbridos e refletem mudanças no comportamento do consumidor, além da ampliação da oferta no mercado e maior acesso ao crédito.
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A concentração desses veículos é mais evidente na capital. São Luís reúne 4.779 unidades eletrificadas, o que equivale a 62,3% de toda a frota estadual. Nos registros mais recentes, a cidade já apresenta uma proporção significativa: cerca de 1 a cada 16 veículos novos vendidos possui algum tipo de propulsão elétrica.
Segundo Artur da Silva Figueiredo, assessor de Ciclo de Crédito da Central Sicredi Nordeste, fatores econômicos têm papel decisivo nesse avanço. “A ampliação das linhas de financiamento e o maior acesso ao crédito têm contribuído para viabilizar a aquisição de veículos eletrificados”, afirma.
Indicadores do Sicredi no Maranhão reforçam essa tendência. A carteira de financiamento de veículos cresceu 83% entre fevereiro de 2025 e fevereiro de 2026, sinalizando aumento na demanda por crédito para aquisição de automóveis.
“É possível financiar até 90% do valor de mercado, com prazos mais longos e parcelas ajustadas à renda do cliente. A portabilidade de crédito também permite buscar taxas mais competitivas”, diz Figueiredo.
Além das condições financeiras, os veículos eletrificados apresentam vantagens operacionais, como menor custo de manutenção e consumo de energia em comparação aos modelos a combustão. A maior presença nas áreas urbanas, especialmente em São Luís, está associada à infraestrutura de recarga mais disponível e à renda média mais elevada.
“Há um conjunto de fatores que contribuem para esse crescimento, como incentivos fiscais, evolução tecnológica e maior disponibilidade de modelos”, afirma. “A melhoria na autonomia e a redução de custos operacionais também ajudam a explicar esse avanço”, conclui.
(Com informações de O Imparcial)
(Foto: Reprodução/Freepik/frimufilms)