Furto de criptomoedas – A Polícia Federal deflagrou nesta terça-feira (3) a Operação Decrypted 2 e cumpriu mandados no Maranhão contra investigados por fraudes eletrônicas envolvendo carteiras de criptoativos. Um brasileiro foi preso preventivamente sob suspeita de integrar um grupo responsável pelo desvio de cerca de US$ 2,6 milhões em criptomoedas de uma corretora sediada nos Estados Unidos.
A apuração, iniciada há aproximadamente um ano, identificou pessoas localizadas no Brasil — especialmente no Maranhão — que teriam participado tanto da invasão das carteiras digitais quanto da movimentação posterior dos valores.
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Nesta fase da operação, foi cumprido um mandado de prisão preventiva e outro de busca e apreensão na cidade de Imperatriz (MA), além da determinação de sequestro de bens dos investigados.
Segundo a PF, foi constatada movimentação financeira considerada incompatível com a capacidade econômica declarada pelos principais suspeitos. As autoridades apontam que eles teriam recebido quantias elevadas por meio de transações em corretoras de criptomoedas, valores que não condiziam com a atividade comercial informada — a operação de uma loja de eletrônicos.
Primeira fase já havia ocorrido em agosto
Em agosto do ano passado, a investigação resultou no cumprimento de 11 mandados de busca e apreensão, além de medidas de bloqueio de bens, nas cidades maranhenses de Imperatriz e João Lisboa, e também nas capitais Palmas (TO) e Goiânia (GO).
Na ocasião, foram apreendidos equipamentos eletrônicos, como celulares, drones, máquinas de cartão e antenas de internet via satélite, além de uma caminhonete e armas com munições.
Mesmo após essa etapa, conforme informou a corporação, as transferências de altos valores em criptoativos teriam continuado. Esse fator fundamentou o pedido de prisão preventiva de um dos investigados, sob a justificativa de risco de continuidade das práticas ilícitas.
Cooperação internacional
A operação é resultado de cooperação entre a Polícia Federal e o escritório especializado em lavagem de dinheiro da Homeland Security Investigations, em Nova York. A investigação teve início após autoridades norte-americanas comunicarem às forças brasileiras a suspeita de invasão a carteiras digitais vinculadas a uma exchange dos Estados Unidos.
O nome da instituição financeira atingida e do suspeito preso não foram divulgados.
Os investigados poderão responder por furto qualificado mediante fraude eletrônica, organização criminosa e lavagem de dinheiro.
(Com informações de Folha de S. Paulo)
(Foto: Reprodução/Freepik)