Apps e sites da Justiça Eleitoral terão internet grátis nas Eleições 2026 - Foto: Reprodução/Agência Brasil/Marcello Casal Jr
Internet – Sites e aplicativos oficiais da Justiça Eleitoral poderão ser acessados gratuitamente por eleitores que estiverem sem dados móveis disponíveis durante as Eleições 2026. A medida está prevista em uma decisão cautelar do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Cristiano Zanin sobre o chamado zero rating, que permite a navegação em determinados serviços sem descontar o consumo da franquia de internet móvel.
A decisão foi tomada após um requerimento da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) e uma sugestão apresentada pela Advocacia-Geral da União (AGU) junto à Procuradoria-Geral da República (PGR).
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O pedido foi parcialmente acatado pelo ministro. Com isso, caso a medida seja confirmada, brasileiros poderão consultar informações sobre o processo eleitoral em plataformas oficiais sem precisar ter créditos de internet disponíveis no celular.
Por se tratar de uma liminar, porém, a decisão ainda precisa passar pela análise do plenário virtual do STF. Segundo o Mobile Time, se for aprovada, a medida deverá entrar em vigor 72 horas antes de cada turno das Eleições 2026 e permanecer válida até 24 horas depois do encerramento da votação.
A medida contempla plataformas oficiais da Justiça Eleitoral brasileira, incluindo os domínios com sufixo jus.br, como tse.jus.br, tre-rj.jus.br e equivalentes. Também estão incluídos os aplicativos e-Título e Resultados.
Essas plataformas são consideradas relevantes por concentrarem informações necessárias aos eleitores, como local de votação, dados de candidatos e informações sobre a apuração do pleito. A proposta busca assegurar que essas consultas possam ser realizadas mesmo por pessoas que estejam sem franquia de dados móveis durante o período eleitoral.
Outros endereços considerados indispensáveis pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) também poderão ser contemplados, embora não tenham sido apresentados exemplos adicionais no documento.
A decisão de Cristiano Zanin estabelece que sites com os domínios .gov, .leg e .mp não serão incluídos na gratuidade. De acordo com o ministro, esses links relacionados “abrangem hospedagens de vídeo e transmissões de peso, (…) incompatível com o dimensionamento das redes descrito pela Anatel”.
A restrição está relacionada à capacidade das redes de telecomunicações. Uma liberação mais ampla de acesso gratuito poderia aumentar significativamente o tráfego de dados e afetar o funcionamento das redes durante o período eleitoral.
A decisão de Zanin foi tomada após a análise de recomendações da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), que também havia se manifestado sobre os possíveis impactos da disponibilização de internet gratuita durante as eleições.
O pedido para incluir as plataformas da Justiça Eleitoral na navegação gratuita foi apresentado sob o argumento de que “a parcela mais pobre da população dispõe de ‘uma internet limitada, que se esgota rapidamente’”. Segundo o requerente, essa situação pode impedir que parte dos eleitores acesse sites e aplicativos que não estejam contemplados pelos serviços oferecidos pelas operadoras.
O documento também cita dados da pesquisa TIC Domicílios 2025. O levantamento aponta que 65% dos brasileiros acessam a internet exclusivamente pelo celular. Entre eles, 39% tiveram o pacote de dados esgotado ao menos uma vez nos três meses anteriores à pesquisa.
Ainda de acordo com os dados apresentados, mais da metade dos casos de esgotamento da franquia, 52%, ocorre em planos pré-pagos. A Pesquisa de Conectividade Significativa da Anatel também foi mencionada no documento e aponta que 66% da população possui planos desse tipo.
Os dados são utilizados para justificar a preocupação com possíveis interrupções no acesso à internet durante o pleito. Com a eventual gratuidade das plataformas eleitorais, a medida pretende manter disponíveis serviços considerados essenciais para a consulta de informações sobre as eleições, mesmo quando o eleitor estiver sem franquia de dados móveis.
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(Com informações de Tecnoblog)
(Foto: Reprodução/Agência Brasil/Marcello Casal Jr)
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