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Plataformas reforçam filtros contra baixa qualidade com explosão do “lixo de IA”

Plataformas reforçam filtros contra baixa qualidade com explosão do “lixo de IA”

Produções artificiais em larga escala reacendem discussões sobre criatividade, moderação e interação humana

Plataformas – Com a disseminação acelerada do chamado “lixo de inteligência artificial” pela internet, empresas de tecnologia intensificam esforços para conter a proliferação de imagens e vídeos classificados como de baixa qualidade. Conteúdos como gatos retratados pintando telas, celebridades colocadas em situações constrangedoras ou personagens animados promovendo produtos tornaram-se comuns com a popularização de ferramentas de IA acessíveis, como o Veo, do Google, e o Sora, da OpenAI.

“O avanço da IA gerou questionamentos sobre o conteúdo de baixa qualidade, também conhecido como lixo de IA [termo que se popularizou em inglês como ‘AI slop’”, afirma Neal Mohan, diretor-executivo do YouTube.

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Críticos apontam que esse tipo de material é produzido em grande escala e exige pouco esforço criativo. Para eles, trata-se de um conteúdo repetitivo e superficial. Esse tipo de conteúdo é “barato, insosso e produzido em massa”, diz o engenheiro suíço Yves, que preferiu não informar o sobrenome, à AFP.

A avaliação, no entanto, diverge da posição de líderes do setor tecnológico. Satya Nadella, presidente da Microsoft, sustenta que a discussão deve avançar além das críticas e que a inteligência artificial deve ser encarada como uma ferramenta capaz de ampliar a criatividade e a produtividade. A empresa figura entre as gigantes que mais investem em IA.

Há ainda quem interprete a rejeição ao chamado “lixo de IA” como parte de uma resistência maior à democratização das ferramentas criativas. “No fundo, a crítica ao lixo de IA é uma crítica à expressão criativa individual”, argumenta Bob Doyle, influenciador do YouTube especializado em conteúdo gerado por IA.

Medidas mais rígidas

Apesar das discordâncias, plataformas digitais começaram a adotar respostas práticas. O Pinterest informou à AFP que desenvolveu um filtro específico após receber pedidos frequentes de usuários interessados em reduzir a exibição desse tipo de imagem. O TikTok lançou um recurso semelhante no fim do ano passado.

O YouTube, assim como o Instagram e o Facebook – ambos controlados pela Meta –, também disponibiliza ferramentas para limitar a exposição a esse conteúdo. No entanto, essas plataformas ainda não contam com filtros dedicados exclusivamente a produções criadas por inteligência artificial.

Empresas de menor porte também passaram a endurecer as regras. A plataforma musical Coda Music, que reúne cerca de 2.500 usuários, passou a permitir que conteúdos produzidos com IA sejam denunciados ou até bloqueados integralmente. “Até agora, houve muita participação na identificação de artistas de IA” disse à AFP o diretor-executivo e fundador da empresa, Randy Fusee.

No campo das artes visuais, a rede social Cara, voltada a artistas e designers e que já soma mais de um milhão de usuários, adotou uma combinação de algoritmos e moderação humana para filtrar produções geradas por inteligência artificial. Segundo a fundadora da plataforma, Jingna Zhang, “as pessoas querem conexão humana”.

(Com informações de O Globo)
(Foto: Reprodução/Freepik)

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