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Polícia fecha escritório dedicado a aplicar golpes em São Paulo

São Paulo – A Polícia Civil de São Paulo fechou, na quinta-feira (22), uma chamada “central de golpes” que funcionava em um prédio comercial localizado na Avenida Brigadeiro Faria Lima, na Zona Oeste da capital – região considerada um dos principais polos financeiros do país.

De acordo com as investigações, os criminosos obtinham informações pessoais de maneira ilegal e, a partir desses dados, entravam em contato com as vítimas alegando a recuperação de “créditos podres”. A abordagem tinha como principal alvo pessoas idosas, que acabavam convencidas a pagar valores que não eram devidos.

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Segundo o Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic), a escolha do endereço nobre fazia parte da estratégia para conferir aparência de legalidade ao esquema fraudulento.

Conforme afirmou o delegado-geral da Polícia de São Paulo, Artur Dian, a chamada “central do golpe” contava com aproximadamente 100 funcionários e operava com mais de 400 computadores utilizados nas fraudes.

No mesmo endereço, funcionava uma empresa de perfil híbrido: enquanto uma parte realizava atividades legítimas de cobrança, outra era dedicada exclusivamente à aplicação dos golpes. Durante a ação, os policiais apreenderam documentos usados nas abordagens às vítimas.

Operação “Título Sombrio”

A investigação integra a Operação “Título Sombrio”, conduzida por agentes da 4ª Delegacia da DCCIBER, unidade especializada em apurações sobre lavagem e ocultação de ativos ilícitos por meios eletrônicos. Os investigadores identificaram que o local abrigava uma falsa central de cobrança.

Além da unidade na capital, os policiais também cumpriram diligências em Carapicuíba, na Grande São Paulo, onde funcionava outra base ligada ao grupo criminoso. Ao todo, 12 suspeitos foram levados à sede da DCCIBER para apuração do envolvimento nas fraudes.

Segundo os investigadores, o golpe se sustentava pelo uso de intimidações. A estratégia incluía o disparo em massa de mensagens que simulavam ordens judiciais, além de supostos bloqueios de CPF.

Após o envio dessas mensagens, as vítimas eram direcionadas a atendimentos telefônicos. Durante as ligações, os operadores se apresentavam como integrantes dos setores de cobrança ou jurídico e afirmavam que poderiam ocorrer penhoras, protestos em cartório e até bloqueios de benefícios.

As apurações apontaram ainda que os envolvidos estruturaram uma rede criminosa composta por empresas interligadas, que compartilhavam sócios, endereços e dados operacionais e contábeis, facilitando a manutenção e a expansão do esquema fraudulento.

(Com informações de g1)
(Foto: Reprodução/Agência Brasil/PCSP)

Caio Simidzu

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Caio Simidzu
Tags: sindical

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