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Informalidade – O Brasil vive um momento de baixa taxa de desemprego, mas ainda carrega um traço problema: a informalidade. Atualmente, quase 40 milhões de pessoas trabalham sem vínculo formal, de acordo com o IBGE. Para muitos, essa escolha está relacionada à liberdade e flexibilidade. Para outros, é a única alternativa possível — ainda que torne mais difícil planejar o futuro.
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A informalidade segue em queda, mas ainda é alta: abaixo dos 38%, segundo o IBGE. No setor doméstico, os números são ainda mais expressivos. Das quase seis milhões de pessoas que trabalham em casas de família, três em cada quatro não têm registro em carteira.
Segundo André Portela, professor da Fundação Getulio Vargas, é preciso pensar em um modelo de proteção social que atenda ao trabalhador independentemente da ocupação ou do vínculo formal.
“A gente tem que pensar a possibilidade de ter proteção social não baseada nas velhas caixinhas, ou mesmo em ocupações, mas baseada no trabalhador. Este trabalhador tem que ser protegido, esta trabalhadora tem que ser protegida”, aponta.
Portela defende que a proteção deve ser garantida pela condição de ser trabalhador, e não pelo tipo de contrato que possui.
“Não porque ela está em uma caixinha, em uma ocupação, que ela está protegida. Tem que estar protegida porque ela é uma trabalhadora, independente de onde esteja”, acrescenta.
(Com informações de G1)
(Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)
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