Relatório aponta salto do Wi-Fi 7 e prepara terreno para o Wi-Fi 8
Wi-Fi – O Wi-Fi entra em um novo ciclo de expansão tecnológica, impulsionado pela rápida adoção do Wi-Fi 7 e pelo avanço das bases que darão origem ao Wi-Fi 8 e às aplicações em ondas milimétricas (mmWave). A avaliação faz parte do Relatório da Indústria WBA 2026, divulgado pela Wireless Broadband Alliance (WBA).
O estudo também destaca que o uso de frequências de 6 GHz, além de tecnologias como Wi-Fi HaLow e redes mesh, vem ampliando a cobertura confiável do Wi-Fi – que passa a atender desde residências até fábricas e cidades inteligentes. Ao mesmo tempo, a integração com serviços de despacho, fibra óptica, satélites e constelações LEO em voo transforma o Wi-Fi em uma infraestrutura de conectividade onipresente, com padrão de operadora, capaz de sustentar o 5G atualmente e o 6G no futuro.
LEIA: Satélite militar espanhol sai de operação após colisão no espaço
“É evidente que o Wi-Fi está se tornando fundamental como a espinha dorsal digital dos negócios modernos. Do Wi-Fi 7 e 6 GHz ao Wi-Fi HaLow e OpenRoaming, estamos vendo a rápida inovação se transformar em implementações reais que melhoram a experiência do usuário, desbloqueiam novos serviços, geram novas receitas e reduzem custos para operadoras e empresas”, afirma o CEO da WBA, Tiago Rodrigues.
Projeções da WBA para 2026
Em 2025, a adoção do Wi-Fi 7 avançou de forma expressiva, impulsionada pelo interesse de consumidores e empresas em explorar o espectro de 6 GHz e os recursos avançados do novo padrão. As remessas de pontos de acesso compatíveis cresceram de 26,3 milhões em 2024 para uma projeção de 66,5 milhões em 2025. Segundo a ABI Research, esse movimento deve se intensificar em 2026, com previsão de 117,9 milhões de APs Wi-Fi 7 enviados no ano.
Após um início marcado por entraves regulatórios e limitações de infraestrutura, a tecnologia Standard Power (SP) de 6 GHz começa a ganhar tração. Com maior clareza regulatória e uma oferta mais ampla de equipamentos compatíveis, a expectativa é de aceleração nas implantações em 2026. Grandes espaços públicos, instituições de ensino e o setor industrial despontam como principais usuários. A WBA também projeta avanços regulatórios em outros países para autorizar o uso da banda larga de 6 GHz.
Embora o padrão oficial do Wi-Fi 8 (802.11b) ainda leve anos para ser finalizado, os primeiros chipsets começaram a ser apresentados no fim de 2025. Para 2026, a expectativa é de novos anúncios e do surgimento de protótipos iniciais de pontos de acesso Wi-Fi 8, alguns deles previstos para serem exibidos no Mobile World Congress 2026, em março, em Barcelona.
O aumento contínuo do tráfego nas redes móveis e a busca por melhor experiência de conectividade devem levar operadoras a ampliar investimentos em descarregamento de Wi-Fi. Paralelamente, cidades inteligentes tendem a usar essa estratégia para oferecer acesso gratuito e contínuo a moradores e visitantes, além de viabilizar aplicações como gestão de tráfego e prevenção de desastres. Avanços no OpenRoaming ao longo de 2026 devem reforçar esse movimento.
Após uma série de testes bem-sucedidos conduzidos pela WBA, 2025 marcou a consolidação do Wi-Fi HaLow, com o início da comercialização em escala. O período foi marcado por anúncios de novos chipsets, infraestrutura, a realização da primeira Cúpula Global Wi-Fi HaLow e o lançamento de um programa de marketing dedicado pela Wi-Fi Alliance. A expectativa é de continuidade desse crescimento em 2026, com novas aplicações práticas e implantações relevantes.
A visão da WBA para o 6G aponta para um futuro construído a partir da colaboração entre redes celulares e Wi-Fi. O objetivo é explorar o melhor de cada tecnologia para alcançar eficiência operacional e melhor relação custo-benefício. Com o início do preparo da indústria para o 6G em 2026, a entidade espera maior clareza sobre como essa integração ocorrerá na prática.
Estudo internacional aponta adoção superficial da inteligência artificial nas empresas, mas gestores mantêm projeções otimistas
Capaz de controlar computadores, OpenClaw preocupa companhias e leva a proibições imediatas em ambientes corporativos
Mais de 1 milhão de pessoas já aderiram ao BC Protege+, que impede a criação…