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Anvisa manda retirar do mercado canetas emagrecedoras irregulares

Anvisa – A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) determinou a apreensão e proibiu a comercialização de medicamentos injetáveis conhecidos como “canetas emagrecedoras do Paraguai”, que não possuem registro para uso no Brasil.

A decisão atinge medicamentos à base de tirzepatida das marcas Synedica e TG, além de produtos com retatrutida de qualquer fabricante. A resolução foi publicada nesta terça-feira (20) no DOU (Diário Oficial da União).

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Os produtos eram vendidos sem autorização da Anvisa. Com isso, a agência ordenou a apreensão e proibiu a comercialização, a distribuição, a fabricação, a importação, a propaganda e o uso desses medicamentos em território nacional.

Segundo a Anvisa, os medicamentos vinham sendo promovidos por perfis em redes sociais, especialmente no Instagram. “As ações de fiscalização determinadas se aplicam a quaisquer pessoas físicas/jurídicas ou veículos de comunicação que comercializem ou divulguem os produtos”, diz a resolução publicada no DOU.

Atualmente, a única tirzepatida aprovada no Brasil é o Mounjaro, medicamento da farmacêutica Eli Lilly. Inicialmente, o remédio foi registrado em 2023 para o tratamento do diabetes. Em junho de 2025, a Anvisa ampliou a indicação para o tratamento da obesidade e do sobrepeso associado a comorbidades. A venda é permitida apenas em farmácias regulamentadas e mediante apresentação de receita médica.

Já a retatrutida, também desenvolvida pela Eli Lilly, ainda se encontra em fase de testes clínicos e não foi aprovada por nenhuma agência reguladora no mundo. O medicamento apresentou resultados inéditos em estudos ao promover uma das maiores perdas de peso já registradas, além de reduzir dores no joelho causadas por osteoartrite. Apesar dos dados promissores, a eficácia e a segurança do produto continuam em avaliação, e o processo de aprovação regulatória ainda não foi iniciado junto às autoridades sanitárias.

(Com informações de Uol)
(Foto: Reprodução/Freepik/Alones)

Caio Simidzu

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Caio Simidzu
Tags: sindical

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