pocketfab-a-aposta-da-usp-para-produzir-chips-em-escala-enxuta
Chips em escala enxuta – Universidade de São Paulo (USP) deu início a um projeto inédito no país ao inaugurar, em janeiro de 2026, uma fábrica compacta de semicondutores. Instalada no InovaUSP, a unidade ocupa apenas 150 metros quadrados e representa uma tentativa de enfrentar um dos principais gargalos da indústria nacional: a forte dependência de chips importados.
O cenário atual evidencia esse desafio. O Brasil consome grandes volumes de semicondutores, mas produz apenas uma parcela reduzida do necessário. Em 2025, esses componentes lideraram as importações do setor eletroeletrônico, com gastos de bilhões de dólares e forte concentração de compras vindas da Ásia. Ao mesmo tempo, a participação brasileira na cadeia global ainda é limitada, o que impulsiona iniciativas para ampliar a produção interna.
LEIA: Fábrica de semicondutores da USP inova para acelerar inovação
É nesse contexto que surge a PocketFab, concebida como uma alternativa ao modelo tradicional de fabricação de chips, marcado por grandes complexos industriais. Com investimento de R$ 89 milhões, a unidade foi desenvolvida como uma estrutura modular, portátil e reconfigurável, capaz de se adaptar a diferentes demandas produtivas.
A proposta envolve uma divisão clara de responsabilidades: enquanto a USP lidera o desenvolvimento dos chips, o SENAI-SP atua na validação, integração e aplicação industrial, além da formação de profissionais qualificados. A parceria também conta com apoio institucional da FIESP.
A primeira fábrica tem capacidade estimada de produzir até 10 milhões de chips por ano. O plano, porém, é mais ambicioso: a criação de até dez unidades semelhantes, que juntas poderiam alcançar uma produção anual de 60 milhões de componentes.
Inicialmente, o foco está no setor automotivo, com a fabricação de chips voltados a sistemas avançados de assistência ao motorista. A produção também deve atender áreas como automação industrial, manutenção preditiva e dispositivos médicos.
Além do impacto tecnológico, o projeto prevê geração de empregos qualificados. Cada unidade pode empregar até 500 profissionais, incluindo engenheiros, técnicos, pesquisadores e estagiários.
A estratégia de expansão prevê a instalação de novos polos conforme a demanda industrial, e não o contrário. Entidades de diferentes setores já participam das discussões para definir aplicações e necessidades, indicando um esforço de integração entre academia e indústria.
Com a PocketFab, a USP testa um modelo que busca combinar menor escala, flexibilidade e potencial de replicação, uma abordagem que pode reposicionar o Brasil em um setor considerado estratégico para o desenvolvimento econômico e tecnológico.
(Com informações de Hardware)
(Foto: Reprodução/Freepik)
Beneficiários podem receber automaticamente em conta cadastrada ou sacar nos canais físicos de atendimento
Município ficou na 44ª posição entre as 5.570 cidades brasileiras avaliadas pelo Índice de Progresso…
Benefícios Rede Bee reúne varejistas de moda, esporte e lifestyle com cashback e promoções exclusivas…