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Inteligência artificial transforma indústria dos games e divide opiniões

Inteligência artificial – A inteligência artificial generativa está transformando a forma como os jogos são criados. Modelos capazes de desenvolver personagens, cenários e até roteiros complexos prometem reduzir custos e acelerar o processo de produção, mas também geram preocupações sobre a substituição de profissionais humanos e a qualidade do conteúdo final.

Segundo o designer e pesquisador Mike Cook, do King’s College London, a presença da IA nos games ainda é discreta – muitas vezes limitada a dublagens, ilustrações ou linhas de código, sem que os jogadores percebam. Mesmo assim, seu impacto já começa a remodelar a indústria.

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Um levantamento da startup Totally Human Media apontou que cerca de 20% dos jogos lançados neste ano na Steam utilizaram IA generativa, incluindo títulos de grandes franquias como Call of Duty: Black Ops 6 e Inzoi. O ganho de eficiência é expressivo: um modelo 3D de alta qualidade, que antes custava cerca de US$ 1.000 e levava duas semanas, hoje pode ser feito em um minuto por apenas US$ 2, segundo Ethan Hu, fundador da Meshy.ai.

Consultores estimam que o uso da IA pode aumentar em até 40% a produtividade dos estúdios, permitindo que artistas concentrem seus esforços em tarefas mais criativas. Em contrapartida, há temor de cortes de pessoal e de pressão competitiva entre empresas que ainda não adotaram a tecnologia.

Gigantes do setor, como Electronic Arts e Microsoft, já apostam em soluções próprias. A EA firmou parceria com a Stability AI, enquanto a Microsoft desenvolve o modelo Muse. Ainda assim, o avanço encontra resistência. “Há muita desconfiança e medo”, afirmou um funcionário de um estúdio francês sob anonimato, citando o histórico recente de demissões na indústria.

Mesmo com as promessas de eficiência, a tecnologia ainda apresenta resultados inconsistentes. “os objetos produzidos por IA são extremamente caóticos e inadequados para uso imediato no jogo”, comenta Tommy Thompson, fundador da plataforma AI and Games. Por isso, muitos estúdios preferem não divulgar abertamente o uso de IA em seus projetos.

Para Felix Balmonet, cofundador da Chat3D, as ferramentas de IA devem ser vistas como apoio criativo, e não como substitutas de artistas. Já Piotr Bajraszewski, da 11 bit Studios, alerta para o uso responsável da tecnologia. Ele cita o caso do game The Alters, criticado por incluir texto gerado por IA sem aviso ao público – um sinal de que, mesmo em meio à inovação, a transparência ainda é essencial para manter a confiança dos jogadores.

(Com informações de Olhar Digital)
(Foto: Reprodução/Freepik)

Pixel Desenvolvimento

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Tags: sindical

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