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Justiça suspende medida do Cade que obrigava abertura do WhatsApp Business

Justiça suspende medida do Cade que obrigava abertura do WhatsApp Business

Decisão provisória afasta, por ora, medida que impedia Meta de barrar IAs de terceiros no WhatsApp

Justiça – Uma decisão liminar da Justiça Federal suspendeu a ordem do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) que determinava à Meta a liberação do WhatsApp Business para o funcionamento de chatbots de inteligência artificial de terceiros. Com a medida, a empresa deixa de cumprir temporariamente a determinação da autoridade antitruste.

A liminar foi concedida pela 20ª Vara Federal do Distrito Federal, após a Meta ingressar com um mandado de segurança contra a decisão do Cade. A ordem judicial tem efeito imediato, mas pode ser revista a qualquer momento.

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A determinação suspensa havia sido adotada em 12 de janeiro, após denúncias apresentadas pelas startups Luzia e Zapia. Segundo as empresas, a Meta alterou os termos do WhatsApp Business para restringir o uso de plataformas concorrentes quando a função principal estivesse relacionada à inteligência artificial. Diante disso, o Cade ordenou que a companhia suspendesse as regras, evitasse a adoção de normas semelhantes e notificasse os provedores afetados, sob pena de multa diária de R$ 250 mil.

O caso está inserido em um contexto mais amplo de discussão sobre o poder de mercado da Meta e os limites concorrenciais no uso de plataformas digitais. As mudanças nos termos do WhatsApp impactaram o funcionamento de assistentes de IA de terceiros, como o ChatGPT, da OpenAI, e o Copilot, da Microsoft.

A Meta sustenta que a API do WhatsApp Business foi desenvolvida com foco em atendimento ao cliente e marketing, e não para a distribuição de assistentes de IA de uso geral. A empresa argumenta ainda que a utilização da plataforma por concorrentes pode comprometer investimentos e a integridade do serviço. Antes de recorrer à Justiça, a big tech já havia contestado a decisão dentro do próprio Cade.

Apesar da suspensão da medida preventiva, o inquérito administrativo no Cade segue em andamento para apurar suspeitas de abuso de posição dominante e práticas anticoncorrenciais. Ao final da investigação, o órgão poderá decidir pela abertura de um processo formal contra a Meta ou pelo arquivamento do caso, conforme as conclusões alcançadas.

(Com informações de Olhar Digital)
(Foto: Reprodução/Freepik/danielmegias)

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