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Monitoramento digital – O avanço da tecnologia no agronegócio brasileiro abriu espaço para um mercado que vai além das lavouras e da pecuária tradicional. A equinocultura, impulsionada pelo uso de microchips e dispositivos inteligentes em cavalos, vem se consolidando como um campo fértil para soluções de tecnologia da informação, análise de dados e segurança digital.
Com movimentação anual estimada em R$ 16,15 bilhões, o setor equestre reúne cerca de 7,5 milhões de equinos, muares e asininos no país. Esse volume exige sistemas capazes de lidar com grandes quantidades de dados, conectividade em áreas rurais e proteção de informações sensíveis, como históricos veterinários e registros genéticos. A atividade também é responsável por 610 mil empregos diretos e mais de 2,4 milhões indiretos, reforçando seu peso econômico.
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Os microchips utilizados atualmente vão além da identificação dos animais. Implantados sob a pele e do tamanho de um grão de arroz, os dispositivos contam com tecnologia Bio-Thermo, que permite o acompanhamento contínuo da temperatura corporal e de outros sinais vitais. Cada cavalo recebe um código exclusivo de 15 dígitos, formando uma base de dados que demanda gestão técnica especializada.
A adoção desse tipo de tecnologia ganhou força a partir de 2008, quando o uso de chips se tornou obrigatório para determinadas categorias de animais. Desde então, o número de cavalos monitorados cresceu de forma acelerada, impulsionado pela incorporação de sensores vestíveis e sistemas que transmitem informações em tempo real.
A complexidade desses sistemas se assemelha a operações industriais. As soluções precisam funcionar em ambientes sujeitos a variações climáticas, com acesso limitado à internet e necessidade de processamento local dos dados. Isso estimula o desenvolvimento de tecnologias como edge computing, redes alternativas de comunicação e plataformas híbridas de transmissão.
A digitalização também encontra receptividade entre os produtores. Levantamentos citados no setor indicam que mais da metade dos produtores brasileiros associa inovação tecnológica ao aumento de rentabilidade, o que favorece a adoção de plataformas de gestão veterinária, aplicativos móveis e painéis analíticos.
Com o crescimento do monitoramento digital, a segurança da informação se tornou um ponto crítico. Dados sobre saúde animal, comportamento e linhagens valiosas passaram a ser tratados como ativos estratégicos. A preocupação com ataques cibernéticos e sequestro de dados reforça a busca por soluções de proteção, armazenamento seguro e backups redundantes.
Outro movimento observado é o uso de blockchain para garantir rastreabilidade e certificação de origem, atendendo a exigências do mercado internacional. Paralelamente, ferramentas de inteligência artificial vêm sendo aplicadas para análise preditiva da saúde animal, permitindo a identificação precoce de doenças e a redução de custos com tratamentos emergenciais.
Esse cenário se insere no avanço da pecuária de precisão e nas diretrizes da chamada Agricultura 5.0, que integra sensores, imagens, drones e sistemas de gestão em ecossistemas digitais complexos. A necessidade de interoperabilidade entre tecnologias antigas e novas reproduz desafios já conhecidos no ambiente corporativo, como padronização de protocolos e integração de sistemas.
Para empresas de tecnologia, o monitoramento digital de equinos representa uma oportunidade concreta de expansão. O setor demanda desde infraestrutura em nuvem e conectividade rural até consultorias especializadas, soluções de segurança gerenciada e desenvolvimento de aplicações específicas. Com uma base potencial de milhões de animais conectados, a convergência entre TI corporativa e agronegócio deixa de ser tendência e passa a se consolidar como um mercado em plena expansão.
(Com informações de It Show)
(Foto: Reprodução/Freepik)
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