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Parlamento Europeu desativa ferramentas de IA em dispositivos oficiais

O Parlamento Europeu decidiu desativar ferramentas de inteligência artificial já instaladas em celulares e tablets utilizados por políticos e funcionários da instituição. A medida, revelada pelo site Político, foi adotada como forma de reforçar a proteção de dados considerados sensíveis.

A principal justificativa é a preocupação de que informações confidenciais possam ser acessadas indevidamente ou acabem com empresas sediadas fora da Europa. Técnicos de informática do Parlamento apontaram que não conseguem garantir proteção total dos dados quando esses sistemas são utilizados.

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Para os técnicos, o principal problema é que muitas dessas ferramentas processam o conteúdo digitado pelos usuários em sistemas externos, a chamada “nuvem”, em vez de manter as informações restritas ao próprio aparelho.

A restrição atinge recursos de IA voltados à produção e edição de textos, elaboração de resumos e uso de assistentes virtuais. Funções como e-mail, agenda e edição de documentos tradicionais seguem disponíveis normalmente. A decisão é preventiva e estará em vigor enquanto os técnicos analisam como ocorre o fluxo de dados nessas plataformas.

Entre as preocupações levantadas está o uso de ferramentas como OpenAI, Microsoft e Anthropic, responsáveis por ferramentas de IA internacionalmente reconhecidos. O medo é que informações estratégicas possam ser acessadas por autoridades estrangeiras ou introduzidas ao treinamento dessas inteligências artificiais, ampliando o risco de exposição de conteúdos sigilosos.

A decisão faz parte de um movimento mais amplo da Europa em adotar postura mais severa em relação a tecnologias desenvolvidas fora do continente. Há pressão para que representantes públicos priorizem soluções criadas na própria Europa e substituam sistemas estrangeiros.

Não é a primeira medida do tipo. Em 2025, o parlamento já havia proibido o uso do TikTok em dispositivos oficiais, também sob a justificativa de risco de espionagem.

O comunicado interno ainda orienta que parlamentares e servidores tenham atenção redobrada com aparelhos pessoais utilizados para atividades profissionais. A recomendação é evitar digitalizar documentos importantes ou e-mails em plataformas de IA que façam leitura automática de conteúdo.

(Com informações de Olhar Digital)
(Foto: Reprodução/Freepik)

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Tags: sindical

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