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Tecnologia de calor auxilia no monitoramento físico de atletas. (Foto: Reprodução/Magnific/toa55)

Pesquisa da UFPR testa câmeras térmicas para prevenir lesões no futebol

Estudo analisa a aplicação da termografia infravermelha no acompanhamento de atletas e destaca seu papel na identificação precoce de sinais de sobrecarga muscular

Câmeras térmicas – No futebol de alto rendimento, evitar lesões é um dos principais desafios enfrentados por clubes e profissionais da área da saúde esportiva. Entre as tecnologias utilizadas para reduzir esse risco está a termografia infravermelha, método capaz de registrar a temperatura da pele e identificar alterações que podem indicar sobrecarga muscular. O tema foi analisado por Felipe Cézar Bonifácio da Silva em seu trabalho de conclusão de curso em Educação Física na Universidade Federal do Paraná (UFPR).

Publicada em 2024 e orientada pelo professor Wagner de Campos, a pesquisa apresenta um panorama histórico da termografia e explora de que forma as imagens térmicas podem contribuir para a saúde e o desempenho de atletas de alto rendimento.

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A origem da tecnologia remonta à década de 1950, quando passou a ser utilizada pelo exército dos Estados Unidos para localizar adversários por meio do calor emitido por seus corpos. Anos mais tarde, em 1987, a American Medical Association reconheceu a termografia como ferramenta auxiliar de diagnóstico. Com a evolução das câmeras infravermelhas e o desenvolvimento da medicina esportiva, a técnica passou a ser gradualmente adotada por clubes de futebol para acompanhar a condição física dos jogadores.
O funcionamento do método é baseado na captação da temperatura da pele em tempo real. Alterações térmicas podem ocorrer quando um músculo está submetido a sobrecarga ou apresenta um processo inflamatório, já que o fluxo sanguíneo da região sofre mudanças. No ambiente esportivo, especialistas costumam comparar os dois lados do corpo do atleta. Diferenças superiores a aproximadamente 0,5°C podem servir como sinal de alerta para excesso de esforço, permitindo ajustes nos treinamentos ou períodos de recuperação antes que uma lesão se manifeste.

“A termografia não deve ser usada sozinha em uma decisão, mas é aliada em um protocolo que envolve outras tecnologias, como ultrassom, raio-x, além da escuta atenta do que os atletas estão dizendo sobre o que sentem”, diz Silva.

O monitoramento dos atletas também pode incluir o teste de CK (Creatina Quinase), utilizado para medir a concentração da enzima no sangue. A presença de níveis elevados indica a ocorrência de microlesões ou agressões aos tecidos e ajuda a dimensionar a intensidade do esforço físico ou de uma lesão. Apesar disso, o exame não permite identificar onde o dano ocorreu. As imagens captadas por câmeras infravermelhas ajudam a preencher essa lacuna ao indicar a região do corpo afetada pelo processo inflamatório.

(Com informações de Universidade Federal do Paraná)
Tecnologia de calor auxilia no monitoramento físico de atletas. (Foto: Reprodução/Magnific/toa55)

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