Policia civil encontra mineradora de criptomoedas clandestina no RJ - Foto: Reprodução/Magnific/mss8studio
Criptomoedas – A Polícia Civil do Rio de Janeiro realizou uma operação no Complexo do Lins, na Zona Norte da capital, para combater o domínio territorial do Comando Vermelho. Durante a ação, os agentes localizaram uma fazenda clandestina de mineração de criptomoedas instalada nos fundos de um mercado usado como fachada pela organização criminosa.
No local, os policiais encontraram dezenas de máquinas destinadas ao processamento de moedas digitais. Segundo as investigações, a estrutura funcionava por meio de ligações elétricas irregulares, utilizando energia desviada da rede pública para manter o sistema operando sem custos para o grupo criminoso.
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A mineração de criptomoedas demanda alto consumo energético e sistemas permanentes de refrigeração. O processo é responsável pela validação de transações realizadas em redes descentralizadas. Os mineradores verificam a autenticidade das informações inseridas nos blocos digitais e, em troca, recebem moedas virtuais. Esse modelo de operação exige grande capacidade computacional, tornando o gasto de energia um dos principais custos da atividade.
A ofensiva foi conduzida por agentes da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas e Inquéritos Especiais (Draco) e da 26ª DP (Todos os Santos). Ao todo, 10 suspeitos foram presos. Entre eles está Emanuel dos Santos Carvalho, conhecido como “Mata Rindo”, apontado como um dos articuladores da facção na região.
Além da estrutura de mineração ilegal, a operação também mirou um núcleo financeiro envolvido no golpe da “falsa central telefônica”. O esquema, investigado em conjunto com policiais do Piauí, consistia em ligações feitas por criminosos que se passavam por funcionários de segurança bancária.
Durante os contatos, os suspeitos afirmavam que as contas das vítimas haviam sido comprometidas e orientavam os clientes a entrar em contato com uma central controlada pela quadrilha. A partir daí, os criminosos conseguiam obter códigos de acesso ou induziam os correntistas a realizar transferências para contas de terceiros utilizadas pelo grupo.
Segundo a Polícia Civil, os presos desta sexta-feira eram responsáveis pela movimentação e liquidação dos valores obtidos nos golpes. Enquanto a Draco atuava contra o braço armado da facção — que monitorava em tempo real a circulação de viaturas, blindados e aeronaves — a equipe da 26ª DP concentrou esforços na investigação do fluxo financeiro ligado a roubos de celulares, veículos e assaltos a pedestres.
O monitoramento das ações policiais era feito por olheiros espalhados nos acessos da comunidade, que utilizavam aplicativos de mensagens para informar a movimentação das forças de segurança. A operação também resultou na apreensão de drogas, armas e veículos roubados.
Para os investigadores, a descoberta da fazenda de criptomoedas evidencia uma diversificação das atividades financeiras do crime organizado, especialmente em esquemas que utilizam furto de energia para gerar ativos digitais de difícil rastreamento.
As investigações continuam para identificar outros integrantes da rede criminosa e calcular o prejuízo causado às vítimas dos golpes bancários.
De acordo com as autoridades, operações ilegais de mineração de criptomoedas frequentemente aparecem associadas a crimes como lavagem de dinheiro e sonegação fiscal.
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(Foto: Reprodução/Magnific/mss8studio)
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