Curitiba – A Superintendência de Trânsito de Curitiba (Setran) colocou em funcionamento um novo modelo de semáforo com tecnologia baseada em inteligência artificial no encontro das ruas Izaac Ferreira da Cruz, Sertaneja e João Socha, no bairro Sítio Cercado. Reconhecido pelo fluxo intenso e frequentes conflitos viários, o cruzamento agora conta com um sistema que busca melhorar tanto a fluidez quanto a segurança, sobretudo nos períodos de maior movimento.
A iniciativa integra um pacote de investimentos que soma cerca de R$ 12 milhões em 2025. Ao todo, outras 44 vias da capital já receberam a mesma tecnologia. Além da implantação do equipamento inteligente, o cruzamento passou por adequações de acessibilidade e ganhou sinalização semafórica exclusiva para pedestres, reforçando a segurança nas travessias. A requalificação completa do ponto exigiu aporte superior a R$ 223 mil.
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A definição do local levou em conta o perfil da área. O entorno concentra escolas, comércios, academias, condomínios residenciais e pontos do transporte coletivo — fatores que elevam consideravelmente o volume de veículos e pedestres ao longo do dia.
Tecnologia adaptativa – Como opera o semáforo inteligente?
Popularmente chamado de “semáforo inteligente”, o sistema utiliza sensores, câmeras e algoritmos de inteligência artificial para acompanhar em tempo real o deslocamento de veículos e pedestres.
O principal diferencial está na capacidade de adaptação automática. O equipamento identifica o volume de tráfego em cada sentido e ajusta os tempos de abertura e fechamento dos sinais conforme a demanda momentânea.
Na prática, quando uma das vias apresenta maior concentração de veículos, o tempo de sinal verde é ampliado naquele trecho, enquanto os demais sentidos recebem tempo proporcionalmente menor. Esse ajuste ocorre de maneira contínua, permitindo respostas rápidas às mudanças no fluxo ao longo do dia.
Vantagens em relação ao modelo convencional
Diferentemente dos semáforos tradicionais, que funcionam com programação fixa e não reagem às condições reais do trânsito, o modelo adaptativo opera de forma dinâmica.
Entre os resultados esperados estão:
• Redução de congestionamentos, especialmente nos horários de pico;
• Diminuição do tempo de espera para motoristas, ciclistas e pedestres;
• Menor emissão de poluentes, já que veículos permanecem menos tempo parados.
A adoção desse tipo de tecnologia segue uma tendência de modernização da mobilidade urbana, apostando na inteligência de sistemas para tornar mais eficiente a infraestrutura já existente, sem necessidade imediata de ampliar o espaço viário.
(Com informações de Tribuna PR)
(Foto: Reprodução/Freepik)