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Serpro vai ampliar processamento com dois novos data centers

Serpro vai ampliar capacidade de processamento com dois novos data centers

Expansão inclui unidades em Brasília e São Paulo e uso da estrutura da Telebras para atender à demanda por processamento e nuvem governamental

Novos data centers – O Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro) vai ampliar a capacidade de processamento de dados com a construção de dois novos data centers, um em Brasília e outro em São Paulo. Além disso, está em negociações com a Telebras para também utilizar, ainda este ano, o centro de dados que a estatal de telecomunicações tem na capital.

A decisão ocorre em um momento de alta demanda para a empresa. “Com a reforma tributária e a nuvem do governo temos demanda e já estamos chegando no limite”, diz o presidente do Serpro, Wilton Mota. Segundo ele, a estrutura será fundamental para dar conta dos projetos em andamento.

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“Não podemos parar. Por conta da reforma tributária montamos duas zonas de nuvem soberana em Brasília e teremos em breve outro parque de equipamentos, que vamos fazer com a Telebras. Será a terceira zona. Esse data center da Telebras não é emergencial para reforma tributária, mas é emergencial do ponto de vista de estrutura de nuvem para deixá-la completa com três zonas”, revelou. “Temos demanda e estamos chegando no limite”, completou.

Há 39 anos na estatal de TI, Mota assumiu a presidência há quatro meses diante de dois grandes desafios: deixar pronto o sistema da reforma tributária do consumo, que já está em testes e precisa estar totalmente pronto para rodar em 2027; e acomodar grande parte da nuvem dos órgãos federais.

A negociação para uso do data center da Telebras começou ainda no ano passado, conta o ministro Frederico Siqueira em entrevista. Mas a estrutura não é suficiente. O Serpro vai construir dois novos centros de dados, na capital e em São Paulo, para dar conta da demanda.

“Vamos construir um centro de dados em Brasília, vamos começar este ano. O projeto está pronto e estamos em negociação agora para fazer aqui em Brasília, no Biotic, antes chamada de Cidade Digital, onde o Banco do Brasil e a Caixa Econômica têm seus data centers. Vamos ter um data center lá. E vamos fazer outro em São Paulo. São dois data centers. O de Brasília está pronto para ser feito, já temos o projeto. O de São Paulo, estamos trabalhando no projeto”, revelou Mota.

Ele projeta o custo total entre R$ 3 bilhões e R$ 4 bilhões para cada um dos projetos. “Um centro de dados, para se investir, eu diria que custa cerca de R$ 1 bilhão inicial e, considerando dez anos aí de manutenção, de atualizações, dão cerca de R$ 3 bilhões, considerando o custeio e tudo mais para botar ele no ar, ao longo de dez anos são R$ 3 bilhões, R$ 2 bilhões e alguma coisa. É o que que precisa para investir em cada data center.”

(Com informações de Convergência Digital)
(Foto: Reprodução/Serpro)

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