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Tensões globais e demanda por energia abrem espaço para data centers no Brasil

Data centers – A combinação de fatores geopolíticos, energéticos e de segurança está abrindo uma janela de oportunidade para o Brasil se posicionar como exportador de serviços digitais, com os data centers no centro dessa estratégia. A avaliação foi feita por Alexandre Machado, gerente executivo da unidade de negócios internacionais do Banco do Brasil, durante o Brasscom TecForum Pocket, realizado nesta terça, 14/4, em Brasília.

O debate girou em torno dos caminhos para ampliar a inserção do país no mercado global de serviços digitais, tanto por empresas nacionais quanto por multinacionais. Nesse contexto, Machado destacou que a infraestrutura de data centers tende a assumir um papel estratégico não apenas como suporte tecnológico, mas como vetor direto de exportação. “Um data center, em algum momento, será um agente exportador. Vai armazenar dados de empresas de outros países”, afirmou.

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Segundo ele, as mudanças recentes no cenário internacional reforçam essa possibilidade. Nos Estados Unidos, por exemplo, já há estados impondo restrições à instalação de novos data centers, em grande parte devido à pressão sobre a oferta de energia. Esse movimento, combinado com a crescente demanda global por processamento e armazenamento de dados, abre espaço para outros países se posicionarem como destinos alternativos.

“O Brasil tem uma matriz energética considerada verde, o que é uma grande oportunidade”, afirmou o executivo. Outro ponto levantado por Machado é a mudança na percepção de riscos associados à infraestrutura digital. Até recentemente, a principal preocupação era a cibersegurança. Agora, segundo ele, cresce a atenção com a segurança física dos data centers, diante de um ambiente internacional mais instável.

“Hoje a questão física importa. Dependendo de onde ele está, pode ser alvo de ataque, e isso pode prejudicar ou até levar empresas à falência”, disse. Nesse cenário, o Brasil aparece como uma alternativa relativamente mais segura. “Diante dos riscos de guerra, o país se torna um porto seguro, ou mais seguro que outros”, completou.

 

(Com informações de Convergência Digital)

(Foto: Reprodução/Freepik/mikayilehmedzade7)

Pedro Carneiro

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Pedro Carneiro
Tags: sindical

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