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UFU estabelece regras para uso de IA em atividades acadêmicas e administrativas

Medida busca incorporar ferramentas de inteligência artificial às rotinas da instituição sem transferir para os sistemas automatizados a responsabilidade de decisões
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Inteligência artificial passa a seguir regras específicas na UFU - Foto: Reprodução/Magnific/lookstudio

Uso de IA – A Universidade Federal de Uberlândia (UFU) oficializou diretrizes para o uso de inteligência artificial em suas atividades acadêmicas e administrativas. A regulamentação entrou em vigor por meio da Portaria REITO nº 539 e estabelece orientações para servidores, docentes e estudantes sobre a utilização ética e responsável da tecnologia.

A medida busca incorporar ferramentas de inteligência artificial às rotinas da instituição sem transferir para os sistemas automatizados a responsabilidade por decisões tomadas no ambiente universitário. A validação humana permanece como requisito para atividades científicas, pedagógicas e administrativas.

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As regras abrangem as unidades de Uberlândia, Ituiutaba, Monte Carmelo e Patos de Minas. Com isso, a UFU estabelece uma orientação comum para o uso da tecnologia em todas as suas unidades.

Diagnóstico aponta uso frequente e falta de capacitação

A elaboração das diretrizes foi precedida por um diagnóstico com 466 participantes da comunidade acadêmica. O levantamento mostrou que 59,7% dos entrevistados já utilizam modelos de linguagem com frequência em computadores e celulares.

Apesar da ampla adoção, 57,9% afirmaram não ter recebido treinamento formal para utilizar essas plataformas. Entre os participantes, 26,8% disseram explorar os recursos de inteligência artificial de forma autodidata.

A pesquisa também identificou que somente 8,4% dos entrevistados haviam concluído cursos oferecidos pela própria universidade. Os dados contribuíram para colocar o letramento digital entre as prioridades relacionadas à implementação da nova política.

Ética e confiabilidade estão entre as principais preocupações

O diagnóstico também investigou as principais dúvidas e preocupações da comunidade acadêmica em relação ao uso da inteligência artificial. A ética no uso da tecnologia apareceu em primeiro lugar, com 322 menções.

Na sequência, a confiabilidade das informações geradas recebeu 319 votos, enquanto os riscos de plágio foram registrados 302 vezes.

A partir dessas preocupações, a regulamentação estabeleceu que decisões científicas, pedagógicas e administrativas devem ser tomadas e validadas por pessoas. Dessa forma, as ferramentas de inteligência artificial são tratadas como instrumentos de apoio técnico, sem substituição da autoria e da responsabilidade humana.

O que muda para servidores, docentes e estudantes

A Portaria REITO nº 539 também apresenta orientações específicas para diferentes grupos da comunidade universitária.

Os técnicos-administrativos podem utilizar ferramentas de inteligência artificial para agilizar processos repetitivos, mas devem conferir os relatórios produzidos antes de qualquer envio oficial.

Para os docentes, a orientação é estabelecer regras transparentes para avaliações e preservar a criatividade original dos estudantes nas atividades acadêmicas.

Já os estudantes devem informar quando utilizarem inteligência artificial em trabalhos e manter registros dos prompts utilizados e das versões das ferramentas empregadas.

Restrição ao uso de dados sensíveis

A regulamentação também estabelece limites relacionados à proteção de informações. A UFU proibiu expressamente a inserção de dados pessoais sensíveis ou relatórios estratégicos em sistemas abertos quando não houver respaldo jurídico para essa utilização.

A preocupação está relacionada à necessidade de preservar informações institucionais e pessoais diante do uso de plataformas de inteligência artificial.

Para acompanhar as mudanças constantes nas ferramentas e nos recursos disponíveis, a reitoria também instituiu uma comissão permanente de fiscalização e atualização das diretrizes.

Com a nova regulamentação, a UFU passa a contar com parâmetros institucionais para orientar a utilização da inteligência artificial em suas atividades, conciliando a adoção de novas tecnologias com critérios de responsabilidade, ética e validação humana.

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(Com informações de Regionalzão)

(Foto: Reprodução/Magnific/lookstudio)