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Vacina – A Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) anunciou novos avanços no desenvolvimento da Calixcoca, vacina criada para auxiliar no combate à dependência de cocaína e crack. Após resultados positivos em experimentos com camundongos, a pesquisa entra agora em uma fase crucial que abre caminho para os testes em humanos nos próximos anos.
Nos estudos pré-clínicos, a vacina mostrou não apenas capacidade de estimular a produção de anticorpos contra a droga, mas também benefícios específicos para gestantes expostas às substâncias. Em camundongos, os filhotes nasceram mais saudáveis e resistentes, com redução de abortos espontâneos. Para o secretário de Saúde de Minas Gerais, Fábio Bacheretti, esse resultado reforça o potencial da Calixcoca em reduzir os impactos da dependência química em mães e bebês.
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A iniciativa é pioneira no país e já conquistou reconhecimento internacional. O imunizante obteve patentes no Brasil, concedida pelo Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI), e também nos Estados Unidos. O registro tem como cotitulares a própria UFMG e a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig).
O governo mineiro destinou R$ 18,8 milhões ao projeto, valor que será aplicado até 2027 em parceria com a Secretaria de Desenvolvimento Econômico e a Fapemig. Os recursos vão viabilizar o início dos ensaios clínicos em humanos, etapa essencial para transformar a pesquisa em uma alternativa terapêutica concreta. Ao todo, o ecossistema de ciência e inovação do estado prevê investimentos de mais de R$ 1 bilhão até 2026.
Segundo o pró-reitor de Pesquisa da UFMG, Fernando Reis, o cronograma do estudo deve se estender por cerca de quatro anos. A primeira etapa será de verificação pré-clínica, seguida pela fase inicial de testes em pessoas.
“Nosso projeto, com duração estimada de quatro anos e possibilidade de extensão, inicia-se com a fase de verificação pré-clínica da eficácia da vacina. Em seguida, será conduzida a primeira fase de ensaios clínicos”, afirmou.
O diferencial da Calixcoca está em sua formulação: enquanto outras vacinas testadas em diferentes países se baseiam em proteínas, a versão brasileira utiliza a molécula sintética V4N2 (calixareno). Essa estrutura induz o organismo a produzir anticorpos que se ligam à cocaína no sangue, impedindo que ela atinja o cérebro e bloqueando seus efeitos, o que reduz a dependência química.
A vacina já recebeu prêmios importantes, como o Euro Inovação na Saúde e o Veja Saúde & Oncoclínicas de Inovação Médica, ambos em 2023.
(Com informações de Olhar Digital)
(Foto: Reprodução/Freepik)
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