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Nova lei da UE proíbe IA usada para gerar deepfakes íntimas

Nova lei da UE proíbe IA usada para gerar deepfakes íntimas

Nova regulamentação entra em vigor em dezembro de 2026 e obriga plataformas de IA a impedirem a geração de conteúdos íntimos sem consentimento

Nova lei da UE – A União Europeia (UE) anunciou nesta quinta-feira (7) um acordo entre os Estados-membros e o Parlamento Europeu para proibir ferramentas de inteligência artificial capazes de criar imagens sexuais falsas sem autorização das pessoas retratadas.

A decisão foi tomada após a repercussão envolvendo o Grok, assistente de IA da xAI, empresa de Elon Musk. Há alguns meses, a plataforma passou a oferecer uma funcionalidade que permite gerar imagens hiper-realistas, conhecidas como deepfakes, de adultos e crianças nus a partir de fotografias reais, mesmo sem o consentimento das vítimas.

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O recurso provocou críticas em diferentes países e levou à abertura de uma investigação na União Europeia. Fora do bloco europeu, o Reino Unido também reagiu ao avanço desse tipo de conteúdo e anunciou penas de prisão para quem descumprir medidas de retirada da internet de imagens íntimas divulgadas sem autorização.

Entre as autoridades que se manifestaram sobre o tema está a primeira-ministra da Itália, Giorgia Meloni, que denunciou a circulação de imagens falsas produzidas com sua aparência por sistemas de IA. Ela classificou a tecnologia como uma “ferramenta perigosa”.

De acordo com o Parlamento Europeu, a nova proibição terá como alvo sistemas capazes de produzir imagens, vídeos e áudios de caráter pedopornográfico, além de conteúdos que exponham partes íntimas de pessoas identificáveis ou as mostrem em atividades sexuais sem consentimento.

As novas regras passam a valer em 2 de dezembro de 2026. A partir dessa data, serviços de inteligência artificial deverão implementar mecanismos de segurança para impedir a criação desse tipo de material.

A medida integra uma revisão da legislação europeia sobre inteligência artificial, considerada pioneira e aprovada formalmente há dois anos.

Além da proibição dos deepfakes sexuais sem consentimento, os 27 países da União Europeia e os eurodeputados concordaram em adiar a entrada em vigor das normas voltadas aos chamados sistemas de IA de alto risco, utilizados em áreas sensíveis como segurança, saúde e direitos fundamentais.

(Com informações de Folha de S. Paulo)
(Foto: Reprodução/Magnific/artfolio)

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