FEDERAÇÃO NACIONAL DOS TRABALHADORES EM TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO

A FEDERAÇÃO DE TI QUE MAIS CRESCE NO BRASIL!

MS é alvo de operação contra grupo suspeito de criar falsas campanhas de doação com uso de IA

Operação Sophia mira quadrilha que usava IA e imagens de crianças doentes em golpes. (Foto: Reprodução/Agência Brasil/PCSP)
Investigação aponta que organização criminosa utilizava deepfakes, clonagem de voz e anúncios pagos para criar falsas campanhas de arrecadação

Falsas campanhas de doação – Mato Grosso do Sul está entre os estados onde a Polícia Civil do Rio Grande do Sul deflagrou, na manhã desta terça-feira (14), a Operação Sophia, que tem como alvo uma organização criminosa suspeita de criar falsas campanhas de doação na internet. Segundo a investigação, o grupo utilizava inteligência artificial, deepfakes, clonagem de voz e imagens de crianças em tratamento de doenças graves para sensibilizar vítimas e aplicar golpes.

Além de Mato Grosso do Sul, a operação também ocorre no Rio Grande do Sul, Paraná, São Paulo e Pernambuco. Ao todo, são cumpridos 19 mandados de prisão e 17 de busca e apreensão. Até o momento, dez pessoas foram presas preventivamente.

LEIA: Ferramenta gratuita reforça segurança no uso de IA na advocacia

A investigação é conduzida pela Delegacia de Repressão aos Crimes Patrimoniais Eletrônicos do Rio Grande do Sul, sob coordenação do delegado João Vitor Herédia.

As apurações tiveram início após a mãe de uma criança em tratamento contra o câncer descobrir que fotos e vídeos da filha estavam sendo utilizados, sem autorização, em anúncios nas redes sociais. As publicações solicitavam doações para supostamente custear o tratamento da menina, mas a família não autorizou a campanha nem recebeu qualquer valor arrecadado.

A partir da denúncia, os investigadores passaram a rastrear o fluxo do dinheiro e a estrutura digital utilizada pelo grupo. Apenas na campanha que deu origem ao inquérito, foram identificados ao menos R$ 294,5 mil em transações envolvendo chaves Pix e intermediadoras de pagamento.

A investigação também revelou movimentações financeiras ainda maiores em contas e empresas ligadas aos suspeitos. Uma das empresas apontadas como centro financeiro da organização teria movimentado mais de R$ 1,7 milhão durante o período analisado.

Organização usava histórias reais para comover vítimas

 De acordo com a Polícia Civil, o grupo se apropriava de imagens, vídeos e histórias de pessoas em situação de vulnerabilidade para produzir campanhas com forte apelo emocional. Crianças em tratamento de doenças graves estavam entre os principais alvos utilizados nas falsas arrecadações.

Após a criação do conteúdo, as campanhas eram impulsionadas por anúncios pagos nas redes sociais. Páginas identificadas como “Clube de Doadores”, “Doadores com Amor” e “Unidos pelo Amor” ajudavam a ampliar o alcance das publicações e atingir milhares de usuários.

Quem clicava nos anúncios era direcionado para páginas que imitavam plataformas legítimas de arrecadação. Nesses sites, o usuário escolhia um valor para doar e recebia um QR Code Pix ou um código para copiar e colar.

Segundo a investigação, o dinheiro era direcionado para contas bancárias, empresas de fachada e sistemas de pagamento controlados ou utilizados pelos investigados.

Deepfakes e clonagem de voz faziam parte da estrutura do esquema

 A apuração aponta que a organização mantinha uma estrutura dividida entre diferentes funções, desde a criação dos sites até a movimentação dos recursos obtidos com os golpes.

Entre as ferramentas utilizadas estavam recursos de inteligência artificial, deepfakes e clonagem de voz, empregados na produção de vídeos, áudios e peças publicitárias. Os suspeitos também registravam domínios, configuravam servidores, criavam páginas de pagamento e geravam QR Codes Pix.

Para ampliar o alcance das campanhas fraudulentas, o grupo comprava e administrava contas em redes sociais e investia no impulsionamento de anúncios.

Já para dificultar a identificação dos envolvidos e o rastreamento do dinheiro, eram utilizados proxies, recursos para ocultar sites, domínios hospedados em provedores estrangeiros, contas de terceiros, empresas de fachada e intermediadoras de pagamento.

A investigação também encontrou indícios de que os suspeitos pesquisavam novas pessoas em situação de vulnerabilidade para utilizar em futuras campanhas, indicando a continuidade da atuação criminosa.

Durante a Operação Sophia, os policiais buscam apreender celulares, computadores, documentos, cartões bancários, dispositivos de armazenamento, registros de acesso, credenciais, arquivos de sites e informações sobre contas mantidas em plataformas digitais.

A Polícia Civil orienta que, antes de realizar qualquer doação, os interessados confirmem a autenticidade das campanhas diretamente com familiares ou instituições responsáveis. A recomendação também é verificar cuidadosamente o destinatário do Pix e desconfiar de anúncios impulsionados que explorem forte apelo emocional.

(Com informações de Campo Grande News)

(Foto: Reprodução/Agência Brasil/PCSP)

Mais recentes

Alunas do Paraná transformam óleo de cozinha usado em biodiesel para ônibus escolar

Alunas do Paraná transformam óleo de cozinha usado em biodiesel para ônibus escolar

MS é alvo de operação contra grupo suspeito de criar falsas campanhas de doação com uso de IA

MS é alvo de operação contra grupo suspeito de criar falsas campanhas de doação com uso de IA

Ferramenta gratuita reforça segurança no uso de IA na advocacia

Ferramenta gratuita reforça segurança no uso de IA na advocacia

Domine edição de vídeos com o Vegas Pro 19 com o novo curso do Sindplay

Domine edição de vídeos com o Vegas Pro 19 com o novo curso do Sindplay

Criadores de gigantes da tecnologia restringem uso de telas para seus filhos

Criadores de gigantes da tecnologia restringem uso de telas para seus filhos

Disputa por chips de memória afeta fabricantes e derruba remessas de celulares

Disputa por chips de memória afeta fabricantes e derruba remessas de celulares

LinkedIn vive onda de conteúdos criados por inteligência artificial

LinkedIn vive onda de conteúdos criados por inteligência artificial

Projeto leva servidores de IA para residências e promete compensação aos usuários

Projeto leva servidores de IA para residências e promete compensação aos usuários

Estudo aponta que biometria facial erra mais com idosos e amplia desafios no acesso digital

Estudo aponta que biometria facial erra mais com idosos e amplia desafios no acesso digital

Declaração reúne mais de 200 especialistas em defesa de medidas para a era da IA

Declaração reúne mais de 200 especialistas em defesa de medidas para a era da IA

Estudo mostra que organismos digitais desenvolveram percepção visual

Estudo mostra que organismos digitais desenvolveram percepção visual

Buscando vagas em TI? Junte-se à Bee Hunter e deixe a IA encontrar sua próxima oportunidade!

Buscando vagas em TI? Junte-se à Bee Hunter e deixe a IA encontrar sua próxima oportunidade!

Inteligência artificial ganha frente parlamentar permanente no Senado

Inteligência artificial ganha frente parlamentar permanente no Senado

Meta pode ser multada após UE apontar design viciante em redes sociais

Meta pode ser multada após UE apontar design viciante em redes sociais

Ministério Público aciona Justiça contra uso de reconhecimento facial em escolas públicas do Paraná

Ministério Público aciona Justiça contra uso de reconhecimento facial em escolas públicas do Paraná