Federação Nacional dos Trabalhadores em Tecnologia da Informação

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Uso corporativo de IA generativa preocupa especialistas em cibersegurança

Estudo mostra que compartilhamento indevido de informações sensíveis já afeta grande parte das organizações no Brasil

IA generativa – Um levantamento do Netskope Threat Labs revelou que 64% das violações de políticas de dados relacionadas ao uso de inteligência artificial generativa no Brasil envolvem informações sensíveis ou reguladas. O estudo, divulgado em maio de 2026 com base em dados coletados ao longo de 2025, aponta que a rápida adoção dessas ferramentas pelas empresas vem superando a evolução dos mecanismos de segurança e governança.

Segundo o relatório, todas as organizações brasileiras analisadas já utilizam algum tipo de aplicação de IA generativa. O uso ativo dessas ferramentas cresceu de 50% para 71% em apenas um ano.
O avanço acelerado, no entanto, trouxe preocupações relacionadas à proteção de dados cobertos pela LGPD, incluindo informações financeiras, registros de saúde e dados pessoais identificáveis.
Entre os ambientes considerados mais vulneráveis estão as aplicações pessoais de IA utilizadas por funcionários durante o expediente. Nesse cenário, as violações envolvendo dados sensíveis chegam a 66%, indicando que o uso de contas particulares representa uma brecha importante nos controles corporativos.

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O relatório destaca ainda o crescimento do chamado “shadow AI”, prática em que colaboradores recorrem a ferramentas de inteligência artificial fora dos canais autorizados pela empresa. Segundo o estudo, 52% dos usuários ainda utilizam aplicações pessoais de IA generativa no ambiente de trabalho.

Além disso, a alternância entre contas pessoais e corporativas dobrou em um ano, passando de 10% para 22%. Para especialistas, esse comportamento dificulta o monitoramento por parte das equipes de segurança, já que informações corporativas podem sair do ambiente protegido sem qualquer rastreamento.

O impacto financeiro desse cenário também preocupa. Dados citados pelo relatório apontam que o custo médio de uma violação de dados no Brasil alcançou R$ 7,19 milhões em 2025, alta de 6,5% em relação ao ano anterior.

De acordo com o levantamento, incidentes ligados especificamente ao uso de shadow AI adicionam, em média, R$ 591,4 mil ao custo total de cada violação.

Um dos pontos que mais chamou atenção dos pesquisadores foi o volume de vazamentos relacionados a código-fonte. O estudo aponta que esse tipo de dado representa 21% das violações de informações sensíveis em ambientes de IA generativa monitorados por sistemas de prevenção contra perda de dados.

Segundo o relatório, desenvolvedores frequentemente compartilham trechos de código e propriedade intelectual crítica ao utilizar assistentes de programação fora das políticas corporativas.
Diante desse cenário, algumas organizações passaram a bloquear temporariamente determinadas ferramentas de IA enquanto estruturam regras internas de uso e segurança mais rígidas.

Globalmente, 13% das empresas já registraram violações envolvendo diretamente modelos ou aplicações de inteligência artificial. No Brasil, os casos mensais relacionados a IA generativa dobraram ao longo de 2025, chegando a uma média de 223 incidentes por mês.

Apesar dos riscos, o relatório também identifica avanços na gestão corporativa da tecnologia. O uso de soluções de IA generativa administradas diretamente pelas organizações saltou de 29% para 70% no período analisado.

Mesmo assim, os pesquisadores apontam que o problema persiste porque muitos funcionários continuam utilizando ferramentas pessoais paralelamente às plataformas oficiais disponibilizadas pelas empresas.

Outro fator que amplia a exposição é a integração crescente de recursos de IA em plataformas corporativas já utilizadas no dia a dia. Segundo o estudo, 96% dos usuários acessam ferramentas que possuem funcionalidades de inteligência artificial incorporadas, muitas vezes sem perceber.

Para especialistas, esse cenário amplia significativamente a superfície de risco e pressiona áreas de tecnologia e segurança a criarem políticas mais claras sobre o uso dessas ferramentas.
O relatório aponta três prioridades para as empresas: ampliar a visibilidade sobre quais aplicações de IA estão sendo utilizadas, definir políticas claras sobre quais informações podem ser compartilhadas e reforçar medidas de conformidade com a LGPD.

A preocupação também envolve o avanço das discussões regulatórias no país. O Marco Legal da IA (PL 2.338/2023) segue em tramitação na Câmara dos Deputados, enquanto cresce a pressão por regras mais rígidas relacionadas ao uso corporativo da inteligência artificial.

Segundo o estudo, empresas que conseguirem antecipar medidas de adequação poderão reduzir riscos financeiros, regulatórios e reputacionais associados ao avanço acelerado da IA generativa.

 

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(Com informações de Itshow)

(Foto: Reprodução/Magnific/Phaisitsawan)

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